30 de junho de 2012

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9 de junho de 2012

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Com intuito de concentrar todos assuntos, post de diversos blogs num único endereço, todas postagens desse blog está agora sendo redigidas em http://chrismazzola.blogspot.com/ 
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26 de janeiro de 2012

Tecnologia esportiva

No último UFC, por coincidência realizado no Brasil, uma situação delicada aconteceu. O juiz Mário [que mário] (também brasileiro) acabou desclassificando um competidor afirmando que o mesmo havia realizado um golpe ilegal.
Não acho que tenha ocorrido favoritismo até porque o rival tambem era brasileiro, mas o que chama atenção é que o esporte com maior índice e constante crescente vem ganhando milhares de adeptos e nem todos conhecem as regras.
Nem entrarei na questão de muitos não entenderem nada, nunca terem treinado alguma arte marcial e simplesmente dizer a bobagem "é violento".
A ideia é que o esporte está seguindo os passos da NFL americana. Juizes com autonomia de parar o jogo e reavaliarem nas imagens gravadas se o lance polêmico foi ou não legal.
Na NHL (hoquei) testaram cerca de dez anos atras inserirem um chip dentro do Puck (disco = bola) e assim os jogos televisionados, er apossível acompanhar com exatidao o rastro de onde foi aonde esta o disco.
No futebol tentaram implantar o chip para eletronicamente decidirem se a bola passou ou nao a linha do gol, para assim afirmar categoricamente que valeu ou nao o gol.
Mas o futebol já passou por muitas alterações. Houve época que em campo ficavam dois juizes; noutra aumentaram o tamanho das traves (Me recordo dessa alteração. Na época, acho que o Ronaldo, goleiro do Corinthians disse que os goleiros estavam "pegando tudo" e aumentaram a largura x altura, com sarcasmo alegou que se continuassem agarrando as bolas, as traves iriam de escanteio a escanteio). Entre tantas outras "evoluções" do esporte.
E nada deu certo.
O futebol, esporte de massa, povão... existe porque causa discussão. A exatidão faria do jogo um engessamento de técnicas e situações.
Esse esporte é movido pela discussão, torcidas, incertezas com a famosa frase "e se...". E isso faz ele continuar sendo um dos mais populares. O juiz continua sendo humano, passível de erros e provocador constante de discussões e variantes. Gerador de possibilidades e situações adversas.

"Quem você é?"

Nas antigas brincadeiras, longe dos equiparatos tecnológicos e eletrônicos, até para quem não "viveu" essa época, a maioria das brincadeiras consistiam em pular corda, elástico, caracol riscado de giz, futebol com copinho de yakult, pega-pega, ... E tinha as dinâmicas em grupo. Brincar de super-heróis.
Estava tentando me lembrar quem sempre eu gostava de escolher ser.
- Indiana Jones
- Ayrton Senna
- Super Homem (e usava constantemente a visão com raio laser!)
- Goleiro Gilmar (SP)
- Cobrador de faltas Neto
- Goleador Zico
- Mark Price (jogador da NBA, excepcional em bolas de 3 pontos) e, nacional, o Marcel Potkwar.
- Sherlock Holmes
- Boris Becker (tênis)
- Graças a Deus, em bandas de música nunca fui nenhum Menudo, New Kids e afins. Aliás, acho que sempre eu fui o Elvis! hahaha
Engraçado. Eu nunca necesariamente era o "melhor". Nas dinâmicas de solucionar problemas e mistérios, o Magyver era melhor que o Indiana Jones. Assim como no tênis, que o Ivan Lendl era melhor que o Becker! O Jordan, Magic Johnson era melhor que Mark Price..
Bons tempos que as brincadeiras no quintal eram inofensivas, não maliciosas e livres de qualquer tecnologia.

10 de janeiro de 2012

A dor da alma

Será que alguém já parou para pensar o que é o choro?
Chorar, verbo. Chorar. Uma pessoa se entristecer a tal ponto, que seu corpo não aguenta tamanha dor emocional e, como reação física, o corpo passa a expelir pelos olhos, uma espécie de suor ou líquido aquoso do corpo humano.
Digo corpo humano porque nao sei e nem vou entrar no mérito da questão se outro animal ou bicho chora. Meu gato têm os olhos lacrimejados e nem por isso acho q ele chore ou passa ter alguma dor emocional. (Até porque iremos entrar na questão de animal ser racional ou não).
Agora pela explicação científica (wikipedia): O choro, pranto (choro em excesso) ou ato de chorar ou lacrimejar é um efeito fisiológico dos seres humanos que consiste na produção em grande quantidade de lágrimas dos olhos, geralmente quando estão em estado emocional alterado como em casos de medo, tristeza, depressão, dor, saudade, alegria exagerada, raiva, aflição, etc. O sistema límbico, sistema do cérebro responsável pelos sentimentos, associa um estímulo emotivo com aqueles que já temos guardados, gerando algumas respostas, sendo que uma delas é o choro. Depois disso, várias substâncias envolvidas no processamento das emoções, como noradrenalina e serotonina, e. g., são liberadas. Através do sistema nervoso independente (responsável por ações como piscar dos olhos) causarão a contração da glândula lacrimal, liberando a lágrima. Esses fenômenos neurológicos e endocrinológicos são relacionados ao instinto de defesa do ser humano. Pode-se dizer que há alguns tipos de choro: o resultante de algum tipo de emoção espontânea ou simulada e o intermitente ou persistente, que pode surgir sem motivo e indica uma possível doença como depressão, por exemplo.
Eu e meus davaneios. Fulano não chora nunca. Fulana chora até vendo novela.
Ok, ficamos envolvidos emocionalmente de tal forma que, simulando mentalmente aquela situação na nossa vida, indiretamente e, talvez inconcientemente, sofremos com o personagem.
Voltando ao universo blog... em meus devaneios tento resumir ou simplificar afirmando que o choro nada mais é que a dor da alma.
Mais engraçado é refletir sobre nossas ações que geraram lágrimas em nossos olhos.
Eu sempre fui "insensível", sádico e sarrista e ria dos que sempre choravam... Até que o mundo dando suas famosas voltas, me fez cair do pedestal e aprender com perdas, ausências e muita dor emocional o que era a vida "de verdade".
E acho que por ter me segurado tanto tempo, choro até que com certa facilidade hoje em dia.
E agora vem o cantinho da reflexão. Há alguma escala de tristeza? Há algo que te faça mais triste uma ocasião que outra?
Nesse fim de semana, por exemplo. Assisti 5 filmes e, por coincidência, chorei em 2. (Poxa, eu não era tão manteiga assim). Enfim... Não é fácil eu chorar em filmes, mas acontece muito esporadicamente. Em livros então... acho que se chorei foi uma e olhe lá!! Comecei a pensar nos filmes e músicas que me deixam mais deprimidos e tristes. E vamos aos ganhadores (ou seria perdedores??):
No bate pronto, dois filmes e duas músicas: Cinema Paradiso e MinhaVida (filmes) e O Portão e Evebody Hurts (músicas). Acho que todos tem uma listinha de bate-pronto ne???
Se for parar para pensar existe música mais triste sim, mas vamos parar por aqui que esse post já está muito deprimente.

7 de janeiro de 2012

O Resumão

Como sempre, um balanço cultural de de 2011. Comecei mais de 25 livros e nao acabei todos. Assisti 209 filmes e assisti 113 episodios de séries (Roma 1a e 2aT, O Sistema, Pilares do Mundo, Falling Skies, Camelot, Spartacus, Guerra do Tronos, Person Of interest, World At War, BBC Auschwitz).

Então, vamos para os toooooops de 2011:
Elencar os melhores filmes que assisti é sempre complicado porque além das novidades eu revejo dezenas de filmes ao mês, então ciatrei 5 dos revistos mais especiais, e 5 novidades que realmente chamaram minha atenção.

FILMES
revistos:
- Barry Lyndon
- A Vida dos Outros
- Match Point
- Mary e Max
- O Auto da Compadecida
novos:
- Scott Pilgrim
- 72 Horas
- Sem Limites
- Melancholia
- Contra o Tempo

MÚSICA
Música é sempre uma incógnita. Listar sons que eu ouço não envolve um padrão, um ritmo ou uma banda. Depende muito da circunstância, momento e clima. Portanto não estranhem estilos tão diferentes. É bem estranho aliás ver essas no topo. Mas acreditem, foram as que mais escutei.
- Citizen Erased (MUSE)
- A Certain Romance (Arctic Monkeys)
- Howlin'For You (Black Keys)
- Céu de Santo Amaro (Fávio Venturini e Caetano Veloso)
- Nocturne No2 In E Flat ma Op9 (Frederic Chopin)
- Outra Vez (Roberto Carlos)
- Magnificent (U2)
- Dia Especial (Cidadão Quem / Humberto Gessinger / Pouca Vogal)
- The Boogie Bumper (Big Bad Voodoo Daddy)
- Rapte-me Camaleoa (Caetano Veloso e Maria Gadú)

4 de janeiro de 2012

Ano novo, ouro, bombas e tralalá

Ê natal. Quem me conhece já sabe que não gosto dessa época. (Aliás, acho que nesse blog eu já disse isso pelo menos, três vezes).
Enfim, colocando de lado toda falsidade, presentinhos, luzinhas e perequepês, queria apenas deixar registrado que esse ano será sim diferente.
Espero do fundo do coração que seja O ano. Realizações de muitos sonhos.
Como diz meu amigo Rafa, se realizarmos só um sonho, já valeu a pena. Mas vou além. No que depender de mim, com esforços inimagináveis, será colhido tantos sorrisos que centenas de felizes lágrimas não bastariam.
Felicidade. Se alguém assistiu ao programa "Fantástico" da Rede Globo, houve uma matéria em que é dada algumas sugestões, fórulas para a Felicidade. Principalmente financeira.
E olha que hoje, felicidade - financeira, vale mais que tudo. Acho que até a saúde, o dinheiro compra.
Bom, foram atrás do bilionário brazuca Eike Batista para ele tentar dar diversos "conselhos" sobre como realizar sonhos, conquistas e principalmente, finanças.
É só imaginar. Seu tímido riso traz consigo 50 Bi no banco. (Acho que até o Justus se demitiria com um chefe desses).
Persistente, contou brevemente como fez sua fortuna.
Aprendeu como se faz dinheiro; estudou; aprimorou seus métodos; diminuiu as chances de erro; apostou, investiu, ganhou; teve sorte e com brilhantismo, justiça e honestidade, continua tendo um olhar nas riquezas do futuro, dividindo e reconhecendo quem veste sua camisa.
Sinceramente nunca tinha lido sobre ele e não sabia mesmo daonde vinha tanta grana.
Eu e meus devaneios:
No Brasil de "antigamente", quem tinha café, mandava. Depois foi a fase da cana. Fazendas, terras e mais equitares.
Lá fora, minerais.
Eike apostou no ouro. Deu -e muito- certo. (aí entra algumas teorias que foi facilitada o mapeamento das minas, aí já são outros 500 e não vem agora ao caso).
(voltando), escancarou seus planos. Vai direcionar todos esforços em busca de petróleo.
Ou seja, dar 2 milhoes para as favelas, é dar miúdos trocados.
Essa quantia bancária ira se multiplicar aceleradamente mais rápido que se imagina.
O Irã essa semana fez testes de míseis. Na mesma semana em que afirmou que o enriquecimento de urânio é para causas boas e não para defesa e armamento nuclear.
Já existe uma "linha" de guerra guardando essas fronteiras com enormes embarcações lotadas de forças bélicas.
Alguém já parou para pensar o que foi a guerra do golfo? A Guerra no Iraque?
"ALGUÉM" disse que existia nas cavernas escondido de todos, materiais prontos para construção de armas de destruição maciça, nucleares.
Foi vencendo os prazos e eles não concordavam em deixar olhar o que guardavam.
Os Eua foram lá, NA MARRA, e dominou tudo. Como pretexto, afirmaram que não podiam deixar Sadam com "tempo hábil"para construção dessas mesmas armas (não encontradas). Aí discutiu-se uma aliança entre Sadam e AlQaeda. Até hoje não se provou se existia algo semelhante.
Por favor, não considerem isso como regra história e geográfica. Estou resumindo décadas em palavras. Não afirmo que esse ou aquele está certo, ou se esse é "bonzinho".
O fato IMUTÁVEL: O Petróleo vale mais que equitares na Lua.
O Brasil não acorda. Após o petróleo será a água e logo, as florestas.
Acreditem, Quem tem dinheiro compra TUDO.
TUDO.
Não me surpreenderia se daqui uns 15 anos alguém comprar ou guerrilhar a Amazônia.
Isso são frases soltas. Pensamentos de um leigo no assunto apenas desabafando com base em achismos.
Apenas para evidenciar um argumento usado pelo Eike em uma de suas "dicas".
(No maior dos bons sentidos, com a máxima bondade implícita, queria MESMO que um cara que conheci ha alguns anos, assistisse esse cara se deliciar em dar "conselhos" de como conquistar o mundo).
Quem sou eu para conselhos? Mas acredite meu caro. Sua ganância será sua desgraça.

19 de outubro de 2011

O Dom de ser Médico

Ontem na Câmara Municipal em Campinas, participei de uma homenagem a alguns médicos, reconhecendo-os conforme seus serviços prestados, em especial, ao povo campineiro.
Meu tio foi um dos diplomados. Em seu belo discurso, resumiu seus agradecimentos, dificuldades e satisfação em presenciar nesses 35 anos de medicina tantos sorrisos de pacientes que, ainda em macas ou leitos, significava a vitória da saúde e cura sob a doença.
Ouvindo atentamente a cada discurso, é interessante ouvir os relatos desses doutores da vida.
Agradecimento ao encorajamento dos pais, à família que soube entender tantas horas ausentes, amigos pelos compromissos desmarcados, filhos pelas noites que precisaram sair durante algum programa.
Profissionais que já levaram enfermos à suas casas por não haver leitos disponíveis e outro que doou o próprio sangue por haver compatibilidade e extrema necessidade antes de uma emergente cirurgia que ele mesmo liderou.
Discursos sobre a medicina antiga. Filósofos, Arte da cura, Hipócrates, descobertas e evoluções.
Cabe a reflexão da vida desse profissional que abre a mão de sua vida pessoal para abraçar momentos que sempre nos traz angústia e aflições.
Discursos. Vejam só. Sou formado em Jornalismo e Relações Públicas. Graças aos meus colegas, amigos e familiares, presenciei ainda discursos dos cursos de Engenharia, Direito, Arquitetura, Psicologia, Fisioterapia, Economia e, entre outros, Medicina.
De tantos que trago guardado na caixola, me emociona lembrar especificamente de algumas frases que escutei de um patrono ao encorajar a turma de um colega que estava se formando em Medicina pela Unicamp.
Em suma, segundo ele, a honraria era tão grande, que a vida daqueles jovens a partir daquele momento, mudaria. E muito.
A escolha traria consequências irreversíveis. Agora, terão que optar entre esse ou aquele lugar, entre um ou outro diagnóstico, entre um ou outro doente e muitas vezes estar a um fio da vida e da morte. De amigos ou desconhecidos.
Abrir mão muitas vezes da vida social e da família.
Implicará num trabalho que mesmo sem estar em seu consultório, hospital ou unidade, estarão 24 horas de prontidão e entregue ao trabalho.
Estão alcançando o mais próximo que algum ser pode se assemelhar a Deus.
O "poder" de lidar com o bem mais precioso que existe. A vida.
Ficar entre a vida e a morte e decidir seu futuro.
Ganhar um anel que significa o compromisso eterno de curar vidas.
Nesse momento ele chamou um a um. Ergueu o anel e em alto e bom som disse:
"Nesse momento lhes dou o dom de ser Médico".

7 de outubro de 2011

Segredos

Saudosista como sou, passo muito tempo pensando nas mais diversas situações que me marcaram. Memória de incontáveis situações que me trazem orgulho e vergonha. Mas sabem o que eu notei? Quase todas as vezes compartilhamos com nossos queridos sempre a saudade. Aquela sensação de amor que não sabemos explicar com a família, pais, avós ou até um animalzinho de estimação.
Reflita, quantas vezes dividimos com alguém as situações embaraçosas. Fatos que não nos orgulhamos e que há muito ocorreu e, talvez pelo tempo (ou por vontade inconciente mesmo!), fomos esquecendo deixando-os guardados a 72 chaves longe de tudo e todos?
Sem sono, com muito esforço, fiquei lembrando de várias coisas que me marcaram, principalmente na infância e adolecência que talvez N-U-N-C-A tenha contato a alguém. Seja meus pais ou minha esposa. Então, nunca diga nunca! CARPE DIEM!

Tooooop 10 Segredos vergonhosos e obscuros!

01) Na escola, após ouvir baixinho um colega da classe (fila de carteiras a direita mas a frente) caçoar e me envergonhar, planejei uma vingaça. Confesso. No intervalo peguei sua borracha que estava em cima da mesa. Reparti em vários micro pedaços e (na maior "inocência") fui jogá-los DUAS QUADRAS da escola para ninguém suspeitar que fui eu.

02) Aos 5 ou 6 anos, quando um carrinho de ferro branco (preferido!! - o de número 6 com bancos vermelhos) quebrou, meu mundo caiu. Ele era o líder de todos os outros, (praticamente um safety car supremo) ataquei ele na porta do meu quarto. Obviamente ele não arrumou, mas se partiu em vários pedaços. Nessa hora, num súbito momento de Ira e Raiva, julguei que eu não "merecia" tamanha desgraça. Além de estar sem meu carrinho, por impulso, fiz o que era alguns pedaços até ajustáveis e arrumáveis, despedaçar de vez. Não sei ao certo se quis morrer ou desmaiar. Tapei meu nariz e minha boca com minhas mãozinhas. Segundos depois quando fui ficando sem ar, "Algo" fez minha mãos se soltarem e respirar novamente. O simples desejo natural em viver e sobreviver. Naquela hora sabia que não podia morrer e mais. Me senti um iluminado porque aquilo tinha sido ma mensagem divina que Deus estava ao meu lado e nunca iria me deixar acontecer algo. Por muito tempo, acreditei que a partir desse momento, Deus (ou seria um anjo), ficava sempre ao meu lado caminhando comigo. Eu podia perguntar qualquer coisa que eu sentia a resposta se formando em minha mente! (e ainda sinto!).rs

03) Quando chegava o final do ano, férias e recesso escolar, costumávamos sempre ir para praia (Caraguatatuba). Para aproveitar uma dessas idas, ganhei (não sei se foi de natal) uma brinquedo inflável. Nao era uma bóia propriamente dita, mas uma naviozinho de plástico, mais parecido com um submarino inflável. Acontece que eu achava tão bonito a sala de comandos que vinha impressa na frente que sem ninguem ver, eu furei com o dente o "vidro" da frente. Tinha certeza que mesmo novo, nessa época uns 5 anos, poderia dirigir dentro do mar. Lógico que em 2 minutos murchou e para decepção total meu pai foi tentar trocá-lo na loja. No dia seguinte ele conseguiu! Trouxe outro submarino azul, com a já conhecida sala de controle vermelha!! E claro, mais uma vez quis pilotar! Com ajuda de uma tesoura, abri o para brisa impresso na frente do plástico. Todo muado, levei para meus pais verem. Levei um esfrega gigante. Acho que eles não tinham sacado que na primeira vez, fui eu que tinha começado o furo com o dente. Resumo da ópoera meu pai foi trocar de novo. E não conseguiu. Não tinha mais. Em compensação me trouxe no lugar, uma bola de plástico com o logo dos Trapalhões. (Que mais tarde eu penaria no terreno baldio do vizinho).

04) Sempre fazia minhas lições de casa no escritório do meu pai lá em casa. Um cômodo bonito, com mesa, aquelas poltronas grandes e muito livros. Aliás sempre achei que um dia eu iria ter um cômodo desses. Enfim, ele estava abrindo suas correspondências, muitos press-releases, revistas brindes, pastas informativas, envelopões.. e tinha chegado num desses "brindes" uma espécie de calendário em folha única com uma mulher pelada. Lembro que ela estava agachada como nesses atuais pole-dance (acho que é assim que escreve) em Preto e Branco. Devia ter uns dez, doze anos e junto com revistas de esportes (como Placar), ele me deu com o poster no meio. Não sei se proposital. Nunca soube se ele queria ter esse lado "bróther" pai/filho.. o que aconteceu foi que eu percebi que o poster tava no meio e esperto como só eu, terminei a lição, fechei os cadernos, peguei a pilha de papéis (revistas e poster!!! \o/) e estava indo pro quarto. No caminho vi minha mãe e voilá! "Mãe olha sóóóóóóóó o que meu pai me deu!!!!!!". Sim senhores. O final vocês já imaginam. Papel picado igual carnaval e esporros igual rojão de São João.

05) Os memoráveis carnavais de salão sempre foram minha verdadeira paixão e antes de alcançar a maioridade, frequentava somente as matinês. Toda ansiedade no primeiro ano que comecei a pular "a noite". Coração batendo a 172b/m (conferido!) cheguei no salão e vi um mundo diferente de foliões. A turma da escola bebia muita cerveja. Mas eu além de não gostar muito de cerveja (até hoje), sempre me deixava muado, desanimado e principalmente, COM SONO. Foi então que descobri o suco de frutas Gummy. Tomar destilados!!!! E para resumir somente uma estripulia de carnavais, nesse tópico colocarei uma das situações que hoje me daria muita vergonha. Como o destilado era tiro e queda, famoso tomou-subiu, eu tinha que ficar imitando que estava bêbado até a metade do baile para dai sim ficar alcoolizado! Era digno de Emmy na atuação dramática caminhar cambaleando na frente dos amigos, imitando um ser deplorável e tonto.

06) Lembrando aqui, eu era muito otário mesmo! Na natação (fiz 10 anos!!) teve uma vez que separando as turmas, fiquei para treinar só com nadadores que nunca tinha visto. Um saco até porque eu fazia meio que obrigado e não gostava de ficar fora de casa e sem minha Tv. E No dia que apresentaram a nova turma de coleguinhas nadadores, todos tinham nomes bacanas e diferentes.. não vou lembrar quais.. mas deviam ser algo como Dimitri, Caleb, Jonas e eu fiquei com vergonha de falar que meu nome era Christiano (e o H me deixava mais triste porque ninguem sabia escrever ele certo!). Acho que uma explosão de revoltas me levou à humilhante decisão. Me apresentar como "Xandão". (tsc tsc ok Lamentável!). Só para dar fim a história, ninguem deu atenção e na segunda aula, os professores Júlio e Júnior já me chamaram de Chris e o apelido não pegou mesmo. (Ufa!).

07) Sempre fui muito inseguro e medroso com provas da escola. Apelidos como: Lá vem o "tenso", "garoto stress" era básico. Eis que no primeiro ano que peguei recuperação, fiquei dois dias sem dormir e sem comer. Umas 10 horas de aula particular por dia com meu tio Adilson e no dia da prova eu era só cagaço. Tremia igual vara verde. Me dava uma tremedera que queria que minha mãe me levasse para a prova (acho que a segurança que ela iria me passar me tranquilizaria mais). Acontece que nesse dia minha mãe (que estava de férias) iria fazer um trabalho voluntário com minha avó (levando alimentos, calçados...) numa casa de crianças carentes e até por isso só poderia me levar na escola com umas 5 horas de antecedência (5 horas de sofrimento em espera) . Sei que tudo que eu precisava era apoio e me arrependo de hoje repetir diversas vezes "é!! seu filho com medo, precisando de companhia e você vai atrás de criancinhas carentes que nunca te viu".. Ela estava muito confiante e ao mesmo tempo que passava tranquilidade dizia que ela não podia desmarcar que já tinha se comprometido. No final, minha irmã desmarcou o que tinha que fazer e ficou até a hora da prova me passando tranquilidade.
07.1) Refletindo sobre esse item, lembrei que até hoje sou muito ansioso. Quando fui comprar meu atual carro, fiquei acho que duas noites direto sem dormir, assim como quando eu comprei o atual notebook.

08) Numa noite, lembro que minha mãe tinha acabado de chegar em casa após ter deixado minha irmã no balé e chegou toda receosa.. Ela queria conversar nitidamente e eu perguntei se tava tudo bem. Ela perguntou "você promete que não conta pro seu pai?". Putz, como odeio isso. "Fui multada no trânsito". Acontece que aquilo começou a me deixar angustiado. Me deixava realmente muito incomodado em esconder as coisas. Sabia que era questão de tempo passar de omitir para mentir. Aí não teve jeito, numa dessa lições de casa no escritório, no meio de vários assuntos acabei contando pra ele. Lembro do olhar dele. Respeito, consideração, segurança. Pedi para ele não falar que sabia. Anos depois desconfiei que poderia ser um "teste" já combinado entre eles. Mas nuca fiquei sabendo se isso teve algum desdobramento.

09) O curso de balé que minha irmã fez (mais de 12 anos) ficava numa academia próxima ao supermercado Pão de Açucar. Lá pelos meus 6 anos (ô idade peralta), pratiquei meu primeiro crime! Numa dessas compras corriqueiras, escondi um chocolate surpresa (aqueles que vinha com cartão de bicho para colecionar atrás) na calça. Logo que passamos pelo caixa e minha mãe pagou as compras, foi só chegar no carro que todo esbelto e vitorioso saquei o chocolate. Bem na frente, hoje diria gordice, mas na maior estupidez possível: "Olha sóóóóóóó o que eu tenho para comer agora!". Sim. Levei um mega blaster esporro, além de ter que voltar até o caixa e obrigado, devolver ao funcionário e pedir desculpas.

10) Lembrei de uma também total deprimente! No pré, com o intuito de conversar com a menininha mais bonitinha da classe arrumei uma tática infalível para ganhar sua atenção. Esperei o recreio e, quando ela ficou sozinha, juntei bastante saliva e cuspi na palma da mão. Coloquei toda enxurrada no canto dos olhos para fazer que eram lágrimas e, numa outra atuação digna de Oscar, lancei: "Ninguém quer conversar comigo. Será que ninguém gosta de mim?". Digno de pena, ela disse: "Lógico que não, eu sou sua amiga". Ahmmmm!

Acho que por isso não ou 100% bonzinho.
Sou Quase 1 Anjo.

29 de setembro de 2011

Legião

Hoje comeca a segunda semana do Rock(?) in Rio4. Lendo uma matéria sobre a primeira banda a se apresentar, percebo que será uma espécie de homenagem ao cantor Renato Russo com seus músicos, cantores diversos e participação inclusive, da Orquestra Sinfônica. Refletindo sobre suas letras, vejo que décadas depois, muitas letras ainda fazem (e muito) sentido. Cada um interpreta a sua maneira, mas o interessante é que nunca gostei ou fui fanático. Comecei gostar tardiamente da Legião e somente das letras/músicas chamadas "Lado B". Não consigo ouvir algumas faixas repetidas tão exaustivamente pelo sucesso e muitas vezes sem contexto ou cantada por muitos que nem sabem o que dizem (caso de 'Pais e Filhos', 'Ha Tempos', 'Tempo Perdido'...).

Nessa reflexão, comecei a listar algumas frases que fizeram enorme diferença na minha evolução, musical e pessoal.
Listarei aqui 15 delas.

Ps- Metal x Nuvens; Giz; Perfeição entre muitas são disparadas as favoritas, e claro, "Os Barcos" a melhor letra.

15. Quem acredita, sempre alcança.
(mais uma vez)

14. Sei que às vezes uso palavras repetidas, mas quais são as palavras que nunca são ditas? Me disseram que você estava chorando. E foi então que descobri. Como te quero tanto.
(qse sem querer)

13. Será que você vai saber o quanto penso em você com meu coração.
(descobrimento do Brasil)

12. Triste coisa é querer bem a quem não sabe perdoar.
(L'aventura)

11. se voce quiser alguem para ser só seu é só nao se esquecer, estarei aqui. Ou então não terás jamais a chave do meu coração...
(era um lobisomem juvenil)

10. estamos medindo forças desiguais. Qualquer um pode ver. Que só terminou pra você.
(os barcos)

09. Feche a porta do seu quarto porque se toca o telefone, pode ser alguém. Com quem você quer falar por horas e horas e horas...
(eu sei)

08. É a verdade o que assombra. O descaso que condena, A estupidez, o que destrói.
(metal x nuvens)

07. E queria sempre achar explicação pro que eu sentia, como um anjo caído. Fiz questão de esquecer que mentir pra si mesmo é sempre a pior mentira. Mas não sou mais tão criança a ponto de saber tudo.
(qse sem querer)

06. Sou um rapaz direito, fui escolhido pela menina mais bonita.
(descobrimento do Brasil)

05. me sinto tao só. E dizem que a solidao até que me cai bem.
(mauricio)

04. Te ver é uma necessidade. Vamos fazer um filme.
(vamos fazer um filme)

03. tem os sentidos ja dormentes. Se o corpo quer a alma entende.
(metal x nuves)

02. Nao ter a quem ouvir, nao se ter a quem amar.
(perfeicao)

01. Quando se aprende a amar o mundo passa a ser seu.
(se fiquei esperando...)

5 de janeiro de 2011

2010, um rascunho.

Todos já devem saber o quanto eu não gosto destas datas de fim de ano.
Época nostálgica para lembrarmos das coisas boas que ficaram para trás, e as pessoas que não estão mais entre nós.
Sempre assim.
Ja fiz um post sobre as festividades LER AQUI .
Nesse post tentarei fazer um rápido resumão, afinal, ninguém lê, ainda mais se eu escrever uma bíblia totalmente pessoal que não traz interesse a quem cai de paraquedas aqui.
2010 foi Superação.
Meu sobrinho enfrentou a ciência e a matemática.
Sorriu em cada UTI que passou.
Superou diversas provas de fogo, inúmeros procedimentos cirurgicos, entre tantos, a mais delicada operação, no coração.
MMX foi Iluminação.
Esse ano foi excepcional para meu lado profissional. Tudo deu tão certo, em todos sentidos, que se melhorar, capaz de estragar.
Houve um crescimento pessoal e intelectual absurdo.
Aprendi demais sobre muitos valores e amizades.
Dois mil e dez foi determinação.
Li cerca de 15 livros, acompanhei 79 episódios de séries da Tv aberta e fechada e assisti 163 filmes.
Uma média baixa comparada aos últimos anos, mas tudo (sempre) tem uma explicação.
Tudo o que eu faço hoje não é para somente o meu lazer.
Todo tempo que eu tenho ocupado ou livre, não é para somente o meu bem estar.
Hoje sou um marido, com planos e movimentos evidenciando minha família.
Aliás, após completar um ano de casado, após 12 de namoro, todos dias continuo aprendendo.
Palavras e ações.
Atitudes e intenções.
Paciência e orgulho.
@)!) foi dedicação.
Tudo muda todo dia.
Pela segunda vez, realizei junto à D o natal e ano novo em casa.
Família reunida e abraços apertados.
Fogos, sorrisos, fotos, cristais, receitas e brindes.
Respire e tome fôlego.
Dois mil e onze, inovação.

4 de janeiro de 2011

Hotel Cinco Estrelas - Parte 2

ALPHA
O melhor amigo do homem, um cão.
Alpha foi uma husky siberiano que compartilhou 7 anos de alegria e tristezas intensamente junto à familía.
-"Mãe, o Chris trouxe um cachorro!", (risos), -"Você vai cuidar!"
Quando a escolhi diante seus irmãos, ela era a mais espoleta, a mais levada.
Na época seu apelido ao nascer foi "Vaquinha" devido suas manchas negras nas costas.
Alpha foi tudo que um animal pode ser. Inteligente, levada, irritante, dócil, amiga e amorosa.
O privilégio em compartilhar tanto tempo fez suas marcas.
Todos os dias, nos mesmos horários, brincava com ela.
Ela sentava na porta da cozinha e ficava lá. Horas vendo minha mãe cozinhar.
Eu chegava de mansinho e mesmo ela me vendo pelo cantinho do olho, me ignorava (não alterava a direção do focinho). Eu ia chegando perto (me fazendo se esconder) e ela continuava olhando para frente. Até o momento em que a abraçava.
Normalmente eu via ela sorrir e ao sentir seu abraço, e retribuia com uma tímida lambidinha.
Quando a abraçava sentada, inclinava minha testa e encostava minha têmpora em sua orelha, e docilmente, ela retribuia.
Aqueles pêlos, abrigo.
Aquele silêncio, magia.
Assim por dezenas de minutos.
Acompanhava os pesados piscares de olhos, a respiração lenta e profunda.
Era único e mais, ela fazia isso apenas comigo.
Era travessa.
Sabia que todos chamariam sua atenção quando entrava dentro de sua casinha de madeira e a "cavocava".
Raspava as unhas sucessivamente por mais de um minuto.
Pela janela de meu quarto, podia ver apenas o telhado da casinha. Então quando alguém a advertia, ela parava e uns três segundos depois seu focinho aparecia pela metade em minha vista superior.
Se ninguém falasse nada, ela continuava. Era atenção.
A mesma retalhação era feita por exemplo se meu pai fosse ler o jornal no quintal. Ela ia disfarçando, disfarçando e pulava com as duas patas frontais em seu colo. Ao adverti-la ela saia correndo. Como bala.
Zigue zagues. Voltas no próprio eixo.
E claro, descia correndo mais de vinte degraus e entrava na casinha para... arranhar e chamar atenção.
Alpha teve um derrame e uma sucessão de problemas a deixou imóvel e internada por dias.
E desde então, nunca mais voltou.
Fisicamente.
Alpha, a melhor amiga do homem.

* "Alpha", além de ser a primeira letra do alfabeto grego, significa, numa alcatéia, quem é o lider do bando.

Hotel Cinco Estrelas - Parte 1

Meu tio.
Ensinou a dura dor em perder alguém na família.
Ele foi o primeiro e, mesmo criança, o vazio e a saudade significava medo, dor, dúvidas e insegurança. Algo desconhecido, um livro sem final.
Lembro de finais de tarde ao esteriótipo estilo Vinicius de Moraes. Lá pelas 19, 20 horas, ao som de jazz e clássicos dos anos 60, o via na penunbra de sua sala. Sentado numa poltrona com uma rala barba por fazer, sorria e acompanhava lentamente com as pálpebras as canções.
Se prestasse muita atenção, sentia o ritmo com leves inclinações no rosto em direção aos ombros.
Em seu colo, um copo de whisky com o típico barulho de cubos de gelo se batendo, enfrentando a borda do cristal.
O cheiro da colônia; o despertar do rádio relógio; o pigarrear nas tragadas de cigarro sob o jornal de domingo bem cedo sob a mesa, ao forte cheiro de café fresquinho.
Com as pernas cruzadas em uma cadeira de madeira com vime e joelhos balançando, escreveu num guardanapo: "O Danilo vai entrar em medicina na Puc-Campinas na segunda chamada". Datou, assinou e com durex fixou na parede ao lado da mesa de jantar.
Lembro com exatidão de suas risadas e principalmente, do tom grave de sua a voz sempre que necessária numa intervenção do pai e chefe da casa, sempre com a palavra final.
Atrás do grosso aro de seus óculos, um homem tão sério, que muitas vezes passava desapercebido o tamanho do seu sorriso e coração.
Sua barba por fazer raspava minha bochecha sempre que o cumprimentava após as missas de domingo.
Depois de o ver jogar futebol em seu pesqueiro no time dos casados, eu e meus primos entravámos empolgados e inspirados em campo. Muita correria e pouca habilidade. Ele saiu do quiosque ao lado do campo e foi até a beirada do gramado: "Se vocês não tocarem a bola, não farão gols".
Homenzarrão.
Homemzazão.

Ps: Meu primo 'Danilo' entrou na segunda chamada de medicina na Puc-Campinas.

11 de dezembro de 2010

We Have a Problem!!!

Qual a gravidade de um problema?
Sim, você entendeu direito.
Um problema existe em diversas escalas. Desde aquele contratempo até alguma urgência, ou melhor, emergência.
Você ja deve ter notado, se alguém chega perto de você e diz.. "cara, to com um problema..." haha!... É amigo leitor, você tá ferrado.
O cara vai te pegar pra Cristo. Pode se preparar, favores a vista!
Até porque ninguém associa problema com sucesso; problemas com boas notícias. O problema por si só, já é problemático.
Tem como um problema ser bom? Vamos tentar...
"Cara, eu tô com um problema..... Eu.... adoro... você!"
Exato, continuamos com problemas.
Voltando, quando alguém chegar até voce e falar.. "cara, eu tive um contratempo..." Aí sim!!! ufa, menos mal... sim sim, pode contar! o que aconteceu?
Agora, "tô com problemas".. se não notou, comece a prestar atenção.
É fria na certa.

Pensei nisso quando um colega mencionou "problemas" e, num rápido paralelo, o ingrediente lunático do meu pequeno e vasto mundo comparei...
Em um dos problemas mais graves conhecidos, me vem logo à cabeca a nave Apollo 13.
Houston, we have a problem.

O que você, querido bloggeiro imagina que o controlador pensou?
Ok, vou além.. Dia tranquilo.. céu estrelado, poucos carros na rua... radinho de pilha tocando uns sucessos regionais para animar o fim de tarde.. e alguém chama o Seu Euclides.
Quem é Euclides? Hipoteticamente é o velhinho mau humorado do departamento financeiro de uma empresinha chamada ASA.
Não, descupem, Nasa!
Ok, continuando... Tudo maravilhosamente bem, seu Euclides pensando que no final de semana vai poder chamar um amigão para jogar poker em casa, comer pizza de calabresa com bastante orégano, cerveja gelada..
Ei Euclides, atende o radio aí pô.
Euclides, se liga nos bacana do foguetão que querem falar com o sinhô.
"WE HAVE A PROBLEM".
Sim, um problemão.
E para seu Euclides, qualquer problema gira na casa dos bilhões e trilhões de dólares.
Em suma, um probleminha pro seu Euclides significa a economia anual de 3 estados inteiros.

E dona Conzuelo, com "z". Latina com nariz avantajado, sabe cantar o hino da argentina inteiro. Ela é responsável pela equipe do RH.

Consuelitchaaa... o amigo do capitão kirk quer falar com a senhorita!!
"WE HAVE A PROBLEM"
Pois é. Depois da Challenger, o departamento de RH da Nasa tem uma espera de funcionários animados... Se liga ai muié, a fila anda!!!
Quando pinta um plantão da CNN, o departamento de RH vai funfar!

Isso sem falar do controlador mau humorado, o famoso nerd Benjamin.
Cabelo oleoso estilo pastinha na testa, lápis em cima da orelha, camisas estranhas fechadas ate o pescoço, gravatas curtinhas, óculos com lentes fundo de garrafa e sapatos com franjinhas.
"WE HAVE A PROBLEEEM!"
Veja bem, "we" o cacete. YOU have a problem.


E o pessoal da assessoria de imprensa?
Ze Carlos ja está acabando de comentar o final do filme que passou segunda na tv, quando o grave grito surge do além.
WE HAVE A PROBLEEEEM!!!
Na hora, Zé Carlos ja pegou o gancho do telefone.. quase que automático, discou vários numeros com os dedos trêmulos, testa suada, pernas bambas e quase sem voz pronunciou:
Querida, tenho um problema aqui, não sei que horas vou voltar.

28 de novembro de 2010

Crônicas

Momentos mágicos e memoráveis.
Histórias saudosas e nostálgicas.

Existe no jornalismo uma separação e definição para nossa produção de textos.
Jornalismo investigativo x literáro, crônica x contos... e analisando a quantidade de meus textos aqui postados, a maioria está se encaixando entre outros tantos estilos, crônicas e contos.
Resgato essa questão uma vez que, acho, segundo ano na faculdade de Jornalismo, ao elaborar um texto, classifiquei-o como crônica.
Entreguei ao professor e, mesmo sem ler uma linha, meu mestre riscou de fora a fora desenhando um enorme "X" e disse como se estivesse pedindo dois pães com café: "crônica não é".
Completou: "Para ser crônica você precisa ter no mínimo quarenta anos de vivências e histórias"...
Ele tinha razão. Aliás, meus mestres eram sempre as têm. Duros e claros.
Pensei nisso esses dias. Será que já fiquei velho e não descobri que posso escrever crônicas?
Ok professor, acho que estou (quase) na fase transitória...
Mas um dia chego lá!

O Vídeo de Casamento

Pode não ser uma obrigatoriedade mas, lá no fundo, todos que vão à um casamento, já sabem que terão um telão ou uma Tvzona para assistir alguns minutos de fotos projetadas.
Após o casamento (de fato), na minha humilde opinião, considero o vídeo a parte mais importante da festa. Explico: após expressar sua vontade de formar uma nova família à Deus; seus pais; e principais amigos, é nessa hora em que mostramos aos nossos convidados alguns minutos do que foi nossa vivência até aqui.
Momentos com pessoas especiais. Nossos avós, nossos pais, irmãos, primos, tios, até conhecermos nosso (já) cônjugue. Como no meu caso foram uma dúzia de anos de convicência, meu vídeo foi dividido em dois, muitos minutos antes e muitos minutos depois de nos conhecermos.
Para ser sincero, todos serviços prestados foram escolhidos em três meses. De decoração e música, a buffet e fotógrafo.
O vídeo, levei mais de SEIS meses.

Não quis deixar de fora pessoas especiais, momentos mágicos, saudosas e inesquecíveis companhias. Principalmente as que nunca mão morrer em nossas memórias.
Nao digo pouco caso, desfeita ou desvalorização. Mas acho triste ir a um casório em que pouco se valoriza essa parte da festa.
Vídeos chutados, resumindo toda uma vida em 5 fotos. Escolhidas ao léu, bem nas coxas.
Tudo bem, alguns vão dizer. “Não tive tempo” ou “quem fez pra mim só deixou escolher cinco fotos”. Balela. Double Talkin’Jive.
Sua festa. Teve tempo de escolher terno, salgadinho, cor da toalha e não teve tempo de lembrar das pessoas que ama? Você tá pagando um serviço e vem me dizer que o “cara” (caro, meu caro!) não deixou?
É necessário julgar mehor. Sei que és uma questão subjetiva, mas sinceramente penso que poderia ser melhor valorizada.
Posso estar errado, mas seis meses juntando e filtrando, tratando e inserindo fotos, não foram suficientes para me deixar com um resultado perfeito. Foi satisfatório, algumas pessoas inclusive ajudaram bastante mas, mesmo assim, o resultado não fez jus a todas pessoas que compartilharam minhas alegrias e tristezas para os 31 anos, na ocasião.
Comecem a reparar. Esse momento do video… Todos convidados esperam se ver. Mesmo que por um segundo, no cantinho de uma foto desfocada bem velha, antiga e amarelada.
Sabem por que? Nessa hora você lembra de histórias. Pessoas, situações que fazem parte da vida dos noivos.
Nessa nova etapa da vida, fizeram uma nova família e um pouquinho de você está inserido ali.

25 de novembro de 2010

O homem da voz grave e minhas piruetas

Ouvindo a última faixa do disco novo do Nando Reis, recordei da faixa que nos anos 80 foi o carro chefe de "pirlimpimpim" e da abertura do memorável "Balão mágico". Me trouxe um bem estar lembrar dessa época e, logo em seguida, fui rapidamente procurar uma outra canção, na verdade a introdução dela, que nesta época sempre ouvia.
Lá por volta de 82, eu e minha irmã tínhamos uma vitrolinha e alternadas vezes, escutávamos nossos disquinhos.
Dá saudade de lembrar os vinilzinhos de historinhas "que eram meus", e os de grupo musical "Trem da alegria", "Plunct Plat Zum" (entre outros) da minha irmã... Alguns eram dos dois. Aí no selo central, ou era laranja caravterístico ou branco (com a marca S de som livre no centro). Minha mãe grafava com letras bem circulares e claras (típica das professoras) meu nome no lado A e nome de minha irmã, no B.
O duro era quando eu queria escutar alguma música que pertencia já ao acervo dela.. Como é o caso em questão. A introdução do disco "Casa de Brinquedos" (o disco que tinha a música do Caderno de Chico Buarque) trazia um senhor falando com seu filho. Uma voz bem grave, parecida com a do atual Isaac Bardavid. (Hoje sei que essa voz pertence a Dionízio Azevedo). Me emocionava ouvir aquela introdução, mesmo que não entendesse o que ele dizia. Mas a melodia daquela voz ecoando me trazia ternura, segurança, alegria, felicidade.
Eu sabia com palavras enroladas e inventadas o que ele dizia, porque assim que acabava essa introdução, iniciava a música da Simone "Bicicleta" (uma das favoritas da minha irmã).
Falando em bicicleta, essa semana vi uma matéria na Tv sobre o momento adequado em retirar as rodinhas auxiliares das bicicletas.
E eu lembro bem quando eu andei sozinho e sem rodinhas laterais!
Meu quintal era dividido mentalmente em dois. Lado direito uma mesa de madeira com cadeiras e lado esquerdo uma piscininha. O circuito portanto era fazer vários circulos em volta dos obstáculos ou ousar cruzá-los (fazer o 8).
Eu andava me apoiando na parede.. ralando meu cotovelo. E no mesmo dia que minha irmã conseguiu andar sozinha, eu também consegui. Ela era maior e por isso acho q foi mais fácil. (é que eu não alcançava bem o chão).
Quicando na parede fui dando saltos maiores até conseguir manter a reta por vários metros.
Praticamente o homem descendo na Lua. "um pequeno passo..."
Procurei no Google um modelo igual a ela e achei uma parecida (essa que está postada aí!! só que não era azul e sim vemelha!). O modelo dela foi bem antecessor ao revolucionário BMX Monark, com um visual agressivo do momento; um "tubo" de espuma no quadro (parecido com outro que tinha a frente entre as empunhadeiras amarelas / vermelhas); pedais de cravinhos...
A minha não tinha nada disso, era um modelo "old school" com garupinha e tudo.
Com muita vergonha contarei um epidsósio que guardo com carinho.
Era época de natal e meu pai levou eu e minha irmã para andar no Parque Taquaral. A excitação por andar por terrenos desconhecidos me tomava conta já no caminho dentro da Caravam Diplomata cor caramelo de placas AQ4067 recheada no "chiqueirinho" com nossas bikes.
Chegando lá, eu mal me continha... Já sabíamos andar sem rodinhas então era mostrar ao mundo que eu era capaz de andar de cara ao vento!
Só que a bike dela - com DOIS freios (frente e tras) - era com catraca que vc pedala meia circunferência e a correa pára fazendo aquele barulho característico enquanto ganha velocidade.
E claro, a minha, apenas com freio na roda da frente, era catraca contínua. A correa era em constante engrenagem. Ou seja, se eu parasse de pedalar numa descida, ela continuava girando sozinha os pedais a milhão de quilometros por hora.
E advinhem o que tinha no meu caminho? (Uma pedra? errou). Tinha uma descida.
Mega blaster íngreme. E enquanto via a magrela dela descendo suavemente... eu ja tava tomando coices na canela dos pedais girando freneticamente e, para fechar com chave de ouro, eu gritava "Não consigo parar!".
Um belo conselho surgiu "APERTA O BREQUE!".
Pois é leitor. Eu só tinha freio na roda da frente e, na primeira estancada que dei, afrouxei o punho com toda força.
Parecia um número do Globo da morte.
Dei umas setenta e sete piruetas e acabei parando no mato lááááá embaixo quando a descida acabou.
Nesse dia andamos em locais planos também e valeu o esforço, lembro bem. Algumas horas mais tarde, ao chegar em nossa morada, no momento em que sai do carro, bem na escadinha que dava à porta de casa, estavam lá dois pacotes enormes.
Um era meu.
Tive vontade de chorar de tanta alegria.
Era um carrinho Pegasus de controle remoto que eu tanto sonhava.
Papai Noel tinha entendido minhas preces!
Mas essa já é oooutra história.

21 de novembro de 2010

Maluquinha

Em tradicionais papos sobre nossa nostálgica infância, lembrei de um fato curioso.
Após falarmos das balas de coco gelada embrulhadas em papel crepom, falamos dos chicletes plocmonsters, gigante laranja e uva, bisnaguinhas com liquidos roxo em embalagens plásticas em diversas formas (como revólver), carrinho de doces dos tiozinhos na escola. Lembram? Aqueles que haviam divisórias e lá, batatas, pipoca, cocadas, amendoins… com tiras de balas empacotadinhas na vertical com animas estampados em cada gominho colorido.
No Pio XII, colégio em qe estudei, havia um senhor que dava um “chorinho” sempre que íamos lá pedir.
Devia ter uns cinco ou seis anos, e a idéia de dinheiro era muito vaga.
Valores.
Ia até o senhozinho abria as DUAS mãos em conchinha e pedia na caruda. E o tiozinho dava.
Eu cheguei a perguntar uma vez pra ele como ele ia ficar rico trabalhando se ele sempre dava as pipocas pra mulecada.
Ele sorria.
Um dia ele faltou. No dia seguinte também. A semana inteira. Nunca mais voltou.
Seu carrinho ficou coberto com uma lona de corino com cordas amarrando todo conteúdo.
Ele tinha ido alegrar outras bandas.
Saudades do Tio da Pipoca.
Falando em bandas, tinha as balas bandinha! Dadinho… Mas esses somente achávamos no monopólio da cantina, que mantinha as “marcas” com altos preços. E nós, sem idéia de valores, se submetíamos a pagar tudo aquilo.
Para ilustrar essa situação, lembro que uma vez achei no chão um “bom” valor em notas de dinheiro. Na época devia ser cruzeiro, cruzado novo.. vai saber… enfim, hoje devia se equivaler a uns 40 reais. E quando vi tudo aquilo de dinheiro, o que eu fiz?
Corri pra cantina. “Tudo em maluquinha”.
Apontei para as de cor roxa, afinal as verdes eram raras, as amarelas e marrons eu não gostava.
O que hoje seria um saco plástico de supermercado, veio as minhas mãos. Uns três quilos de balas.
Todos felizes. Eu, o senhor da cantina e meu dentista.
O pecado capital gula era tão assíduo que a meta era ver quantas balas maluquinhas eu conseguia mascar ao mesmo tempo. Seis? Sete?...
Resumo da ópera, as balas não duraram dois dias (fora da minha barriga).
E apenas para constar, esse dia fui dormir com as gengivas ardendo, doloridas, sei lá se eram aftas, mas estavam inchadas, quase sangrando.

19 de novembro de 2010

O Segredo

Você sabe qual o maior segredo existente? Já pensou nisso?

Será a origem do universo? Será se diz respeito a vida extraterrestre?

Muitos apontam a maior resposta aos mistérios religiosos, o de Fátima, Santo Sudário… ou científicos como o túnel europeu que sugere criação da anti-matéria, buraco negro e aí a explicação da criação do universo.

Outros sugerem o segredo ao pensamento positivo, ou aos pensamentos proibidos. Explico: Desde assuntos dos círculos ingleses, caso roswell, aos mais atuais. Para um eventual cataclisma, ou extermínio do planeta Terra, você sabia que existe uma “chave” dividida entre algumas pessoas espalhadas no planeta que, num plano de emergência, podem zerar e resetar todo conteúdo da internet existente no planeta?

Mas tudo acaba em conhecimento, tudo acaba em capital. Os maiores segredos são necessariamente as maiores formulas. Já pensou nisso?

Então hoje preste atenção. Darei as duas mais cobiçadas fórmulas secretas.

1) A formula da Coca-cola: Água gaseificada, açúcar, extrato de noz de cola, cafeína, corante caramelo IV, acidulante INS338 e aroma natural.

2) A formula de felicidade: Amor e humor.

15 de agosto de 2010

Gerações

Hoje, por coincidência no mesmo dia que completo 9 meses de casado (uma gestação), aprendi com muita satisfação mais uma adorável lição que o Tempo nos traz.
Fui com minha esposa dar uma passada mega rápida no supermercado duas quadras abaixo de casa para completar a lista de ingredientes faltantes à receita do almoço dominical.
Já na fila para pagar, um aglomerado foi surgindo, acumulando cada vez mais pessoas e nada do caixa fazer a fila andar.
Como é uma filial pequena, são poucos caixas e, mesmo estando com três atendimentos simultâneos, era insuficiente para atender a demanda ali.
Foi quando um dos caixas alegando problemas na máquina, travou. Toda aquela fila precisou de dissipar para as outras duas já formadas. A "senhora" que estava passando suas compras, acompanhada pela fila, teve que além de recolher todos produtos já passados, pegar nova fila. E como se não bastasse, em última.
Olhei e analisei rapidamente situação pois já era minha vez no caixa ao lado. Foi quando começou a passar um filme na minha cabeça.
Aquela pessoa eu melembrei. Chama-se "tia" Regina. Ela foi minha professora no pré primário, quando eu tinha seis anos. Foi com ela que aprendi as letras do abecedário todo. (menos o "u" por que no dia que minha classe aprendeu a escrever "urso" eu estava doente).
Nessa hora, já estava com minhas compras ensacoladas indo acomodá-las no carro.
Ao colocar a chave na ignição, dei meia volta e quis ir falar com ela.
Faltando uns quatro metros para encontrá-la, ela já percebeu e sorriu.
- A Sra. não é a Tia Regina?
Sorrindo - Sou sim! Que bom que você lembrou e me reconheceu. Eu estava comentando com a senhora aqui atrás. Dei aula mais de vinte anos seguidos e pela minha idade, acho que tenho muitos "netos" perdidos por aí.
- Eu fiquei pensando ao sair e me lembrei sim! A sra. foi minha professora há uns vinte cinco, vinte seis anos atrás.
Ela sorriu.
Dei um abraço e expliquei que fiquei muito feliz em revê-la. Pela pressa não pude contar de tantas histórias que tenho guardadas aqui comigo.
Mas eu acho que ela também tem as dela, e assim, mesmo sem dizer, pensamos em um tempo que os problemas nem eram os de matemática ainda.
Imagine eu ser um neto. Não, não. A sra. sempre será a "Tia" Regina.
A mesma professora que entregou um papel que estou lendo agora. (hoje enquadrado com as bordas amareladas).
"Colégio de Aplicação PioXII. Diploma Pré-Escolar
Você é a esperança da Pátria e de um mundo melhor.
Muitos anos passarão, muitos diplomas você terá,
Mas uma coisa é certa: a escola, você não esquecerá".
Assinado: professora Regina C*. G*. M*. 03/12/84
Sim, professora, aliás, tia. A senhora sempre teve toda razão.

12 de agosto de 2010

Apólogo do bem - Parte I

Num vilarejo de uma cidadezinha do interior, viviam em perfeita harmonia os velhos moradores da Rua Treze.
Luizinho ficava o dia inteiro na banquinha onde trabalhava como chaveiro.
Ela ficava num lugar estratégico, bem próximo a rodoviária, único local onde havia movimentação.

Seu trabalho se resumia basicamente em consertar os cadeados e vendê-los para os que estavam indo ou voltando e precisavam lacrar as bagagens.

O lado ruim é que a banquinha ficava entre morros, na única direção do vento, o que todos os dias resultava em prejuízos para a estrutura de seu ponto de vendas.

Aí entra Pedrinho.
Praticamente um faz-tudo, com especialidade em marcenaria. Vive de bicos.
T
odos os dias, preocupado com o bem estar de todos, em especial do Luizinho, uma vez que segundo ele, era desprovido de sorte na Rua Treze, se sentia obrigado a diariamente já implantar no seu itinerário fixar as madeiras, as vezes pintar e em raros casos, trocar até as tábuas laterais da banquinha.
Pedrinho se perguntava como ele poderia dormir sabendo que, se a banquinha do Luizinho ceder, este não consiguirá mais sustento e, logo, constituir uma família.
O problema era que Pedrinho perdia metade do seu dia ajudando Luizinho.
Joãozinho, assim como Zezinho começaram a se fazer de vítimas apoveitando da boa vontade do rapaz.
Era todos os dias pregar quadros na casa do Joãozinho, arrumar chuveiro no Zezinho, ou qualquer outra atividade que o ocupasse.
Se ele não soubesse como, ele aprenderia.

Seu tempo comecou a ficar escasso.
Mal parava na sua casa.

Sua família começou a fazer mal juízo dele.
Imaginavam que ele estava envolvido com práticas malévolas, pois estava sempre ausente.
De tudo e todos.
Quando chegava da rua, vinha cansado, mas sempre com uns trocadinhos a mais.
Pedrinho raramente aceitava alguma ajuda monetária. Mas, de vez em nunca, ele pegava porque não conseguia se esquivar de tantas insistências. E, nessas, pegava timidamente, até por precisar para os mantimentos e remédios.
Assim, seu tempo hábil para os bicos na região do vilarejo praticamente acabou.
Ele mal dava conta agora de ajudar seus conterrâneos.
Mesmo vivendo, agora com amarguras e tristeza no coração, pensava na sua família, pensava em como era útil e querido pelos amigos. Mas sua saúde não era a mesma.

Foi ficando enfermo, perdendo o que mais sabia fazer.
Ajudar.

Além eh claro, de levantar totens, pregar estantes e pintar paredes.
A Rua Treze foi ficando cada vez mais escura, até que chegou o dia em que começou a questionar sua bondade.
Sem família, sem dinheiro, sem trabalho, agora estava sem saúde.
A única coisa que ele tinha, era o mesmo que ele sempre teve.

Vontade e amigos.
Seus músculos já lembravam braços subnutridos e frágeis e, com eles ao relento, num dia de absoluta inquietação, medo, pânico e solidão, caminhou na escuridão.
Tentou achar alguém que pudesse lhe ajudar.

Queria mesmo era reencontrar sua família.
Reencontrar sua razão.

Vagou.
Tanto a casa do Joãozinho como a casa do Zezinho estavam tão bem lacradas com duas camadas de madeira, preparadas para aguentar uma avalanche de neve, que ninguém o escutou.

Ironicamente, ele estava preso, do lado de fora.
O único caminho do pequeno vilarejo nessa altura era em direção a rodoviária.
Lá, com certeza, encontraria pessoas chegando e partindo.

O único caminhho, era o caminho do vento.
Em direção do pequeno vilarejo, que mirava como alvo a banquinha do chaveiro. O conhecido Seu Luizinho.

Seria uma boa desculpa, verificar as condições das madeiras na morada do amigo e, em troca, pedir um abrigo.
Ou um abraco.

O local era muito mal iluminado, as poucas luzes daquele setor vinham somente dos ônibus saindo.

De cinco em cinco minutos um clarão refletia sua sombra caída no chão.

Ao se deparar com a morada do amigo, bateu na porta mas nao obteve resposta.
Esperou mais alguns minutos, deu treze socos com o punho fechado, cirrado e gelado, tremendo de frio, mas, novamente, nenhuma resposta.
Olhando para o chão, ficou ali, sem saber por quanto tempo até achar que seu coração tivesse sido congelado.
Eis que uma porta abriu, e a luz daquele transporte enorme fez sua retina arder.
...
Há cerca de vinte e seis metros, nao se sabe se horrendos andarilhos ou luxuosos passageiros se entreolharam.
...
Desde o início Ele já sabia.
...
Agora ficou mais fácil achar o caminho.

Meu Infinito... *

Continuo minha peregrinação em um novo deserto, procurando um novo desafio.
Ainda ferido, com a sola dos pés em bolhas e queimadura nos braços, penso que tudo isso é pouco comparado a minha sede que mata.
Sozinho eu continuo minha trilha, sozinho eu corro no meio de terras coloridas, olhando as poucas vegetações existentes nesses lugares tão estranhos e exóticos.
O cheiro de maresia somada as constantes mudanças dos ventos, fazem em alguns segundos, se alterarem trazendo o odor de enxofre ou rosas.
Sigo.
Sem confiar em minha visão, tento me convencer que (às vezes) minha cabeça pode me iludir, assim caminho lutando contra ela.
Ela não irá me vencer.
Sinto que sou um nada andando e correndo no meio de um infinito desconhecido.
Apenas enxergo morros de areia, caminhos possíveis diversos, possibilidades infinitas.
Um horizonte infinito.
Sigo meu caminho guiado apenas pelo meu instinto.
Sozinho caminho em meu caminho.
Não importa a dor que eu sinta. Não importa as lembranças que eu tenha. Eu sei que nunca vou me curar (física e psicologicamente) sentado em uma pedra. (Uma chapa quente tentando me fritar).
Perderia apenas tempo e esperança.
Esperar talvez que alguém apareça.
Esperar alguém que talvez me entenda.
Esperar alguém que talvez me ajude.
Preciso sobreviver, correr contra o tempo em rumo ao futuro.
Se conseguir sobreviver hoje, amanhã pensarei em nova estratégias para os alimentos, descansos e sonhos de vitórias.
Se eu parar, meus mantimentos acabam. Meus desejos aumentam e meus sonhos me torturam.
Sem forças, sou forçado continuar. A buscar meu amanhã. E, se acabar meus mantimentos - e o meu ar - antes do horário, honrarei.
Esses males não vão me atrapalhar, terei forças mesmo quando não considerar ser possível. Vou sobreviver. Gostando, concordando ou não.
Preciso ainda me preparar.
Caso encontre alguma aldeia, sem saber se são confiáveis, não poderei depender.
Mesmo ganhando conforto, refeições e hospitalidade, irei me virar como sempre, com o que eu tenho. Minha mente.
Não permitirei ser vencido sem lutar.
Controlando meus medos e minha mente, controlarei meu ar e minha vida.
Posso controlar minha fome, minha saudade, meus ferimentos.
Posso estabelecer estratégias para lutas não programadas.
Posso até viver.
Por enquanto, hoje.
Caminho, vivo e enfrento.
Minha caminhada, solos e desafios desconhecidos.
Sem olhar para trás, seguindo e construindo meu caminho.
Por enquanto, hoje.

*Agosto de 1997

9 de agosto de 2010

Todos Caminhos Levam a Roma

Sempre quando algum romance entra na corda bamba e é decidido, seja sob pressão, ou por unanimidade, pelo afastamento, conselhos são disparados por todos os lados.
Engracado é que como namorei 12 anos, muitas vezes era (sou) sempre consultado. (Casa de ferreiro.. ops! brincadeira!)

Sempre afirmei categoricamente que nosso destino está escrito. Acredito que uma luz maior já determinou nossas façanhas, quedas, aprendizados e conquistas
(Nosso Deus sabe SEMPRE o que faz).
No caso, eu voto SEMPRE pelo Tempo agir. E costumo dar o exemplo: se você brigar e pedir para NUNCA mais ver fulana... Além de pedir para ela sumir, esteja você com raiva ou ódio e, nem se interessar por qual caminho ou direção ela foi, pode até dar uma de espertinho e sumir também.
Vender tudo e ir morar no Cazaquistão.. E.. se for mesmo a pessoa certa e traçada, se for mesmo a vontade divina, acredite. Ela vai também vai sumir e fugir de você, até você encontrar ela. . Em pleno Cazaquistão.
(Na realidade esse tempo foi uma ação necessária para algum tipo de aprendizado para ambos).

Essa semana aconteceu uma coisa desse tipo.
No sábado, um grande amigo se casou.

Sabem como é. Casamento, são gastos e mais gastos.
É terrivel escolher os convidados a dedo. Não queremos deixar de fora pessoas que consideramos importantes.
Fazemos questão que determinados amigos estejam presentes para compartilhar esse momento tão importante junto a família perante Deus.
A história de duas famílias estão sendo mudadas naquele minuto e você foi um escolhido para presenciar e testemunhar.

O mais interessante e bacana é estar lá e ver que muitas pessoas convidadas são as mesmas que já estiveram ao seu redor, no caso, trabalharam e conviveram num mesmo ambiente profissional.

Muitos que saíram dessa mesma empresa, seja com amarguras e frustrações estavam lá.
Outros, por escolha própria, decidiram sair, se mudar. Alguns partiram para muito longe. Distante mesmo com o intuito de ousar evoluir.

E, nesse momento, estavam muitos ali.
Os mais diversos colegas e amigos que têm algo em comum.

A amizade.

Dezenas de pessoas soltas no mundo que, dentre bilhões de lugares, num determinado e curto momento da vida se cruzaram e, agora, mesmo depois de dias para uns e anos para outros, em razão desse interesse comum, deixaram seus afazeres, e se reuniram.
Em um horário e local dentre outras tantas zilhões de combinações.
(Em comum).

Nada comum.


Novamente.


Parabéns Du, felicidades e juizo sempre!

23 de julho de 2010

Eu quero mais recheio!

Como falei no outro post, estou de férias há duas semanas.
E sabem como é vespera de férias né? Vou fazer isso, aquilo, isso.. e no final.. quase não da tempo para fazer nada.
Entre dormir, bancos, contas, leva e busca... teve copa do mundo... e entre tantos jogos, progredi pouco com minhas expectativas.
Com 20 dias de férias, somado a todos afazeres pendentes, vi praticamente todos os jogos da copa, assisti 27 filmes e estou no 5o livro. Mas acreditem, na minha escala, é pouco.
Ontem ao deitar fui sacar o livro que atualmente estou lendo na cabeceira e, quando abre uma janela de uns três dias ou mais que parei, automaticamente eu volto algumas páginas ou o capítulo todo para recompor a lógica, velocidade e interação da história.
(e claro, teve dia que, após ter parado no 3 ou 4, sem lembrar, tive que comecar de novo).
Isso não é novidade, mas quando saquei o baita livrão que estou lendo (Ah, tem essa, eu gosto de "sagas" ou livros BEM extensos. O que demonstra uma lógica aplicada pelo autor. Ele tem MUITO assunto, acontece MUITA coisa que garante amarrar bem as tramas). Bom, continuando... eu comecei a pensar no talo de paginas que eu já li e imaginei TUDO o que eu já tinha lido desde a primeira página dele.

Esse tipo de pensamento a seguir, pode paracer coisa de doido, mas não é!! rs. Pensar sobre o que pouca gente questiona é um hábito e tanto, aliás, já devo ter citado, (parentêses gigantes), descobri há tempos na net um cara bem bacana que eu sugiro que leiam. Chama-se Marcus e seu blog chama-se SEQUELAS DO PENSAMENTO . Seus textos me dentificam muito e indico todos que chegaram aqui pularem para lá depois. (Ok, mesmo que vc não goste dessas bobeiras todas que escrevo, pode ir mesmo assim, pq o jovem eh bom no que escreve!) blablabla,voltando,,,
Imaginei o que aconteceu até então naquele calhamasso de páginas. "O cara foi ate tal lugar, falou com tres pessoas, e o fato X aconteceu.."
Ótimo, lembro de tudo. TUDO?
Como umas duzentas páginas podem REALMENTE serem resumidas em duas frases?

E aí comeca.... Pense em livros do J Saramago, J Tolkien, S King, G Talease, C Barcellos, Ivan Sant Anna... livros que exigem muitos dados, investigação, argumentos.. muitas situações que posteriormente se amarram e vamos aos desfechos. Mas comecei a pensar mais... isso acontece em todos livros. De Dan Brown, Jorge Amado a JL Rego, Graciliano...
CENTENAS de páginas! Lemos, devoramos palavra por palavra... folhas, páginas, capítulos,.. e "o que aconteceu até agora?" Se pergunte agora isso! Tenho certeza que vc irá reduzir 100 páginas para 2 minutos narrados. E me diga, como pode?? Tudo que foi degustado, nada foi fixado?
Ok, aprendemos muito durante a leitura, desde a ortografia, dialetica, semiotica, ... mas a grosso modo... por que o autor gastou metade da vida escrevendo e criando tudo "isso" para que fosse resumido em um parágrafo?

O recheio do bolo importa sim! Mas basicamente, acabamos guardando somente o começo e o fim.
A conclusão é que o prazer do MEIO, é o que faz valer a pena.
As vezes, nem é especificamente o que nos faz entender ou se concluir algo, mas é o que nos faz deliciar, sorrir e chorar.
Imagine um bolo. Ninguém vê o bolo mastigado, e sim ele na mesa bonitinho intocável ou o prato vazio consumado.
E acho que é isso que muitos se esquecem: Do prazer, das dores, do sofrimento e da harmonia que fez tudo acontecer.
A lambida do amável cão de estimação; apertar o giz nervoso a frente da classe após errar uma equação na lousa; o beijo roubado; entrar no cinema atrasado; a bateria fraca do celular...
O recheio do bolo está nas pequenas coisas. Naquelas que não costumamos lembrar.

E quando ver a ponte ruir, lembrar que por ela, inúmeros governadores abraçaram aquela estrutura (desde o pedreiro até o suicida).
Quando o avô falecer, lembrar de quando ele separava por tamanho, dezenas de parafusos aparentemente inúteis...
Os quarenta minutos, desde estacionar o carro até entrar no estádio, as vezes, vale mais que o jogo todo.

Voltando para o livro... por mais que eu insista nisso. Será eu o único anormal a pensar nessas coisas loucas? (Eu praticamente já viro a página me perguntando se irei lembrar dela quando acabar a obra por completo).
Tenho memória boa, mas queria MESMO era poder lembrar de tudo e todos que o tempo, senhor da razão, filtra e tira de mim.

Quando comecei a lidar com computadores, em cursos de Logo, Basic, Dbase, Pascal, Lotus, Cobol...
1 MEGAbyte era uma quantidade imensurável ao conhecimento humano. Hoje meu chaveiro do carro tem 16 Gigabytes! ou seja: cerveja! Tenho fé que logo possamos resgatar aquele coleguinha japonês do pré-primário que esbarrou comigo e fez com que eu chegasse atrasado na prova oral e fosse chamado, e mais, conseguir, como um HD, responder quem interveio no dialogo do personagem X, na pagina Y, do capitulo Z, do livro B, volume G, edicao P.
Isso se ele nao travar ou queimar.
Ou D e L e t a d
X

.

22 de julho de 2010

A Intersecção

Estou de férias há duas semanas e lembrei que esse blog esta às moscas já há tempos. Na verdade, tenho alguns textos prontos, outros rascunhados, mas queria ir postando algo que não fosse somente loucuras ou nóias pessoais. Acho que, se alguém caiu nessa pagina, deve ler algo descontraído que faça parar, pensar, refletir e talvez sorrir.

Bom, semana passada fui para capital São Paulo e, num certo momento, quando tentei me comunicar (não me perguntem como e porque) com um tailandês, chinês.. (não sei bem ao certo), ele tentou "conversar" com palavras soltas, sem nexo aparente, tempos verbais errados.. não tinha sentindo algum o que eu perguntava e o que ele respondia.
Tentei conversar
conversar em inglês com ele(!), e nada. Até que chegou um amigo desse rapaz que o ajudou com palavras portunholas que acabamos entrando em acordo e entendimento.
Fiquei pensando e contei para minha esposa.. como é engraçado né? Como pode alguem ter uma vida inteira de cohecimento, histórias, estudo e cultura para, talvez num momento único de tentar compartilhar tudo isso, não conseguir se expressar ou se comunicar.
É como alguém te mostrar um cofre. Guardado há 80 anos e você não conseguir abrir simplesmente por não possuir a chave.

Quando tinha seis para sete anos, lembro que estava na divisa do Uruguai com a Argentina e eu queria ir ao banheiro. Não sabia como achar e, pior, não tinha nem ideia - na época - em que língua aquelas pessoas falavam.
Pedi para meu pai perguntar, mas ele nao sabia ao certo qual era o dialeto local. Então, chegou até um esteriótipo típico e perguntou em alemão.

(meu pai, meu heroi)

Quando estávamos caminhando de volta, pedi para ele agradecer a informação. Prestei atencao e aquilo me marcou.
Provavelmente o também turista não sabia que língua falávamos ou qual dialeto local, mas nessa INTERSECÇÃO, tudo foi compreendido.


A viagem na maionese
se dá quando penso nas guerrilhas, curdos, afeganistão, tribos, ocas, coréias.. Se existisse mesmo uma língua única DESDE o INÍCIO com total compreensão, acho sinceramente que tudo seria diferente.

(Não sugiro uma moeda padrão e nem um idioma padrão HOJE, que aliás, já foi proposto). É apenas uma indagação.
Será que se todos partíssemos do ponto comum: comunicação, seríamos povos mais equitativos e respeitadores? Inibiríamos a violência?

Fico imaginando essa intersecção entre povos, culturas, olhares e destinos.

Um exemplo bacana, contemporâneo e romântico sobre e
sse tema são os dois filmes de Cédric Klapisch entitulados respectivamente de "Albergue Espanhol" e sua continuação "Bonecas Russas".
Tarefa para casa: Pense na intersecção. Próxima a você. Entre você e seus conhecidos, vizinhos... Entre seu chefe ou sua própria família.


Poderia ser tudo mais fácil.
Mas claro, por que seria?

Ok, para facilitar (um pouquinho)
:
A \cap B = \{ x | x \in A \land x \in B \}\,
ou
ps - Grato por, na maioria das vezes, eu sempre ter conseguido me comunicar com todos. Familia, trabalho e amigos.

26 de janeiro de 2010

Faculdade de Casamento

Ao contrário de bacharelados em que ficamos alguns anos aprendendo a teoria para depois exercer determinadas funções, o casamento, matrimônio, simplesmente acontece.
Existe sim o "curso de noivos", algumas horas de intensivão mas, no fundo, só aprendemos quando passamos por ele. Ou melhor, pelo "Portal".

Temos anos de convívio, amizade, cumplicidade - aprendizados, erros, acertos, lágrimas e sorrisos - mas no fim, chamamos nossos amigos mais próximos, e celebramos diante de Deus a união.
Simbólica e literalmente diante de Deus e de todas testemunhas que ali escolhemos estar presentes, deixamos, a partir daquela celebração, de pertencer à família de nossos pais, para iniciarmos uma nova família. A "minha".
Entrarei na igreja solteiro e sairei casado.
Uma espécie de "Portal" mágico.
No fundo somos a mesma pessoa. Quem entra e quem sai.
Pergunto "tudo se resume a festa então?"

Mais uma vez, a resposta só aparecerá após passar por isso.
Espiritualmente, racionalmente, emocionalmente TUDO acontece. Ao mesmo tempo.
Aos que desconhecem as consequências: Sim, EXISTE transformações.
Mas essas, em especial a Responsabilidade, acontece implicitamente.
A "ficha" não cai. Alias, não cairá tão cedo.
Tudo acontece sozinho. O tempo manda.
Sempre.
Aprendemos e construimos conforme Sua vontade.
Sim, ao sair da paróquia, igreja, o ex-noivo já foi "transformado".

Complexo? Difícil? Como entender, aprender?
Fácil. O mundo animal nos ensina.
Simplesmente assim. Sem instruções, manuais ou regras.

Ladrão invade casa, violenta mulher e é morto pelo marido

Um engenheiro de 44 anos matou a coronhadas um criminoso que invadiu sua casa, na noite de sábado (2), na Barra do Ribeiro (RS). Segundo a Brigada Militar (BM), o criminoso, armado de um revólver calibre 38, amarrou o dono da residência e violentou a mulher dele. O engenheiro, no entanto, conseguiu se soltar, entrou no quarto, lutou com o criminoso, tomou sua arma e o matou com coronhadas na cabeça. A Brigada Militar foi chamada pelo próprio casal. Segundo a BM, a arma do criminoso tinha a numeração raspada e foi apreendida.
Fonte: http://g1.globo.com/Noticias/Brasil/0,,MUL1433479-5598,00-LADRAO+INVADE+CASA+VIOLENTA+MULHER+E+E+MORTO+PELO+MARIDO+DELA+NO+RS.html