31 de dezembro de 2008

ANJOS

" 'O anjo do Senhor anunciou à Maria, e Ela concebeu do Espirito Santo'. O anjo do Senhor saudou Maria. Deus saudou Maria. E a ti? Quem te traz as mensagens? É o carteiro com uma noticia que, talvez, destrua toda felicidade por toda vida. Ou ficas sabendo que certas pessoas te difamaram, roubando-te a boa fama de que gozas; ou é comunicado que perdestes teu emprego, que perdestes todos seus bens, ou que credores estão impacientes contigo. Talvez recebes o aviso da morte de um dos teus familiares, ou esperas ansiosamente noticias sobre a sorte de um de teus entes queridos; oprimem-te dificuldades interiores ou exteriores que teu áspero dia útil te traz. Não digas, então, que o bom Deus não te envia anjo, não te envia mensagens. Ajoelha-te em silencio diante do teu Deus, como Maria diante do anjo e reflete: 'NADA vem por acaso, tudo provém da bondade de Deus'. Tua cruz - seja ela qual for - não é uma saudação de Deus para ti, seu filho? Não está o anjo do Senhor, diante de ti, por assim dizer, esperando o teu sim, como fez com Maria? Teu sofrimento tem sentido profundo. Portanto, curva-te ao aceno da mão de Deus; acredita cegamente que Ele te saúda através do sofrimento e procura aceitá-lo como mensagem do céu" .
* Livro "Mãe, Rainha e Vencedora Três Vezes Admirável de Schoenstatt". Páginas 47 e 48

Fora minhas crenças pessoais, acho que esse foi meu constante e maior contato com os dizeres de anjos.

Pela web:
Do Wikipedia/Google: "Anjos da Guarda são os anjos que segundo as crenças cristãs, Deus envia no nosso nascimento para nos proteger durante toda a nossa vida".
Anjo (do latim angelu e do grego ággelos, mensageiro), segundo a tradição judaico-cristã, é uma criatura celestial - que, na generalidade, a maioria dos crentes das religiões fundadas na revelação bíblica acredita ser superior aos homens - que serve como ajudante ou mensageiro de Deus.
A palavra anjo deriva do latim, angelu, e do grego, ángelos (ἄγγελος), com o significado de mensageiro. Afirma ainda que os Anjos não possuem maneiras de conhecer o futuro, possuindo sim uma inteligência muito mais desenvolvida que a nossa, podendo "prever" eventos que fisicamente poderão acontecer, visto que conhecem com precisão todas as regras fisicas, como gravidade, densidade, velocidade etc. Dentro do Cristianismo Esotérico e da Cabala, são chamados de "anjos" os espíritos num grau de evolução imediatamente superior ao do homem e imediatamente inferior ao dos arcanjos.

Mas, quando penso friamente, fico refletindo na existência deles. Será que existem mesmo? Como seriam? Quais propósitos?...
Primeiramente, passa pela minha mente o filme com Nicolas Cage (Cidade dos Anjos). Imagino eles andando por aí.
Depois, passa histórias que ouvi, contos que escutei, conversas que presenciei.

Lembro de tantas vezes que fui abençoado por presenças maravilhosas que chego a duvidar se não seria um deles perto de mim.
Após outros filmes, recentes e antigos, adiciona-se a esse contexto pessoas como dona Abigail e Etanir, personagens do programa Caldeirão do Huck, que simplesmente acolheram e adotaram mais de cinquenta filhos cada (!). Simplesmente por abdicar de suas vidas (felizes ou não) para fazer o bem a outrém. Interessante que eu não assisto esse programa, mas justos esses, algo me fez parar para ver. (na praia!) Seria um sinal?
Daí, parto toda minha convicção.
Que sim.

Eles sempre estiveram perto.
(estão!)
Acolhendo, levando por caminhos que deveriam ter sidos tomados em determinadas horas, situações e circunstâncias.

O livre arbítrio entra como manual e regra. Mas, fica apenas como parâmetro para ser conduzido nessa longa estrada da vida. (já escrita, estamos apenas rumando por ela, sendo nós conduzidos).
Ao invés de entristecer e tentar achar culpados, acho mesmo que devia a cada dia prestar mais atenção e agradecer ao meu anjo por estar sempre me guiando.
Ao invés de ficar rindo, sorrindo e achando graça das coisas, devia a cada dia prestar mais atenção e agradecer ao meu anjo por continuar sempre me guiando.
Sim, são eles. Sempre eles, mensageiros de Deus.
Alguns nem tão cientes das tarefas que desempenham.
Mas eles sempre estão ao nosso lado, mesmo que na maioria das vezes, não notemos.
Fica a incerteza se são apenas invisíveis mensageiros, ou pessoas iluminadas, escolhidas por uma Vontade maior de querer sempre fazer o bem, não importando a quem.
Pessoas que, aparentemente de carne e osso, que riem e choram, nos advertem, nos aconselham, e às vezes, com sorrisos ou desaprovações nos colocam sempre na linha: O destino divino.
Pessoas que, muitas vezes, abrem mão de sua própria felicidade. Suas próprias vidas para se dedicarem a vidas alheias.
(Interessante que os recados são dados - e ignorados - constantemente pelas pessoas!).
Nas últimas horas desse ano de 2008, dou meu maior voto de gratidão e agradecimento a essas criaturas celestiais, seja qual religiao, seja um homem ou espirito evoluído, que me acompanhou e guiou por todos momentos. Obrigado por sempre traçar meu caminho e meu destino. Me proteger, me iluminar e compartilhar tantas dádivas.

21 de dezembro de 2008

Volta as aulas

Volta às aulas sempre significava contagem regressiva.
O mesmo final de férias que significava uma tristeza extrema, servia de motivação para ver meus coleguinhas da escola.
Um dia antes, a famosa dor de barriga.
No dia fatídico, aquele zumzum já indicava que ninguém sabia aonde era os pavilhões.
Fácil descobrir por onde começar, bastava ir até as listas das classes!
Me espremia no que hoje mais lembra uma daquelas listonas de aprovados da Unicamp.
Alguns comemoravam como prêmio a permanência em salas junto a colegas de anos anteriores, outros, por cair na sala de alguma paquerinha e claro, alguns, já com olhares muados do Gato do Shrek. "Que sala você caiu? Quer trocar?".
Descoberta a primeira pista de onde será minha classe, com o auxílio das inspetoras - prá lá de históricas, seguíamos no mapa do tesouro até a fila indiana que indicaria o "Lugar" para os professores nos buscarem. (Era num pátio, antigo estacionamento, então, já víamos de longe quem tinha chegado e as "prévias" das turmas de cada sala).
De longe, já reconhecia os coleguinhas e imaginava se aquela seria minha fila.
Assim que identificava minha fila, nela indicava meu lugar com minha mochila ao chão. "Nossa, em pensar que anos atrás ao invés da mochila era minha lancheira! Tô ficando velho".
E logo, o que parecia uma sirene de Auschwitz significava que as férias já tinha acabado. "O sonho acabou". E pra variar, eu não aproveitei.
Em meio a excitação de saber o que todos fizeram nas férias, íamos numa espécie de conferência tentando resumir 3 meses de férias em 3 minutos, porque era óbvio que cada um tinha uma história mais espetacular que a outra para também contar.
Chegando na sala, a surpresa ficaria por conta dos professores. Quem serão eles e quais disciplinas teremos?
Novidade da década!: "Esse ano passarei a usar caneta!"
Numa viagem à máquina do tempo, comecei a pensar no que eu mais pensava ao voltar para o colégio após o período de férias e cheguei rápido a resposta.
Sempre foi o "material escolar" novo.
Toda a preparação da batalha "Volta às aulas" tinha um processo peculiar e sagrado.
Desde as listas de materiais até tudo estar na mochila prontinho dias antes.
Ainda me recordo do cheiro dos cadernos. Das folhas branquinhas pautadas, do cheiro dos livros. Isso quando não os foliava antes com o intuito de antecipar algum assunto.
Os cadernos eram encapados com aqueles papéis quadriculares coloridos, tinham etiquetas com as lindas letras redondas de mamãe.
Lápis novíssimos, apontados e com a base aparada com gilete, visivelmente expunha meu nome, graças as habilidades de papai em cortar e escrever com letrinhas miúdas e bem particulares.
Borracha demarcada no estojo com a cor que eu escolhi.

A mochila que até então só serviu para testar o zíper. Os espaços da mochila já tinham sidos escolhidos há muitos dia, assim como o ajuste das alças dos ombros prontas, mas isso, ninguém sabia.
Mas tudo isso era pouco.
O que mais me encorajava chegar o dia da aula, era ver e cheirar os papéis novos.
Os cadernos todos encapados.
Os mesmos cadernos que em alguns meses estariam todos despencando capas, surrados e faltando páginas.

Banho tomado, camisa do colégio, tênis amarrado.
E que comecem os jogos.
(Sim, sempre havia partidinhas de futebol com caixinhas de Toddynho ou DunUp).

Mas até as esperas das partidas com os craques da escola não eram tão aguardadas quanto a hora que entrava na sala nova, escolhia meu lugar, abria minha mochila, e sentia aquele cheirinho de novo.
De novo.

17 de novembro de 2008

Antes que chegue o natal

Aos meus pais.

Hoje tenho mais de 3 décadas.
E somente depois de ter vivido ´muito´,
ter ganho muitos;
ter perdido tantos;
conheci o valor do coração - e da inflação.

Graças a Deus (e a vocês), eu nunca tive uma frustração no natal.
Nenhuma.
Eu nunca soube o que é não ganhar o que pedi,
ou, simplesmente, não ganhar.
Nunca dividi meus presentes.
Nunca precisei duvidar.
Nunca precisei precisar.
Queria eu poder...
...ter tantas décadas multiplicadas para eu poder...
Retribuir os sonhos;
as conquistas;
e os sorrisos.

Lembro como ontem:
quando cheguei da Lagoa, e a caixa do Pégasus estava na escada logo na entrada da garagem.
(E nem pude notar que vocês sorriram mais que eu).

Lembro de ontem passeando, ouvir:
"Mãe, se um dia você tiver dinheiro, compra pra mim essa boneca?"
(e, por mais um ano, mais uma vez, tudo fez sentido).

Papai Noel hoje, não existe mais.
Para ninguém.

Hoje eu - acho que - entendo.

Não foram os presentes.
Foi...
estarem presentes.

Obrigado Papai Noel,
Obrigado Papai do Céu.

3 de novembro de 2008

Travessura não, travesseiro.

Recentemente fui ao neurologista tentar descobrir a origem de tantas dores de cabeça.
Após exames, concluiu-se que grande parte da latejante sensação desagradável e contínua, acontece devido minha postura. Postura?
Que postura? Postura diante a dor? Postura que eu tenho em acordar e dormir com dor?
Enfim, preciso evitar de ler e assistir televisão deitado na cama.
Primeiro passo, trocar meu travesseiro.
Puxa, como vou trocar meu travesseiro? Meu travesseiro é uma extensão do meu corpo!
Não é uma escova de dente que, se eu não gostar, jogo fora. Eu necessito de test-drive!
Passo um quarto do dia dormindo, sem contar descansos, é um período significante. Preciso de conforto.
Se fosse escolher entre duro e mole, vá lá.. mas tem penas, espumas, flocos, ar, tamanhos variados, densidades variadas, marcas infinitas.. até a NASA entrou no mercado! E os preços? De R$ 9,00 a 100,00 tranquilamente...
Então eu fico como um idiota abraçando dezenas de travesseiros nas lojas.
(Um aparentemente idêntico ao outro).
Ainda bem que no momento eu cheguei primeiro. E não tem ninguém lá experimentando (ainda). Então tomo a frente e discretamente começo meus sucessivos testes.
Dou “utas” de tudo que é jeito. Forte, fraco, moderado, aqueles de quebrar ossinhos, abraço de urso, abraço com desdém.. aliso ele, simulo - sem ninguém perceber - eu deitando sobre ele.. vejo se é macio.. mas não é o bastante!
É realmente lindo quando chega um cliente interessado por lá. Seja por alguma oferta ou pela necessidade, ele também precisa fazer esses testes ignorantes.
Como estou lá, é um barato como a vergonha desabrocha.
Todos simulam conversar. Explicar e argumentar com suas companhias, papo vai, papo vem e voalá. Dá-lhe abracinhos nos travesseiros expostos, coitados desamparados e sem lares.
Ao chegar um próximo cliente em potencial é o delírio, um quer negar ao outro, um quer fingir ao outro que não quer abraçar a bendita peça. Surge um certo constrangimento, ao meu ver porque um não quer devassar sua vida íntima. (hahaha o cara dorme abraçadinho no travesseiro).
Eu bem que queria chegar pro vendedor e pedir um test-drive. Mas tudo bem, vou arriscar em um deles.
Meu consolo é pensar “ainda bem que não to comprando colchão”.

26 de outubro de 2008

Sob os olhos de Deus IV - Luz

Sem entender o que o destino tinha lhe pregado, agora o senhor quis acreditar que foi algo "bom" o que escutou.
Para seu entendimento, tantos anos e tantas derrotas já não significavam mais coisas tão ruins.
Ele se adaptou e apenas enxergava o que lhe convinha.

Depois de uma tarde de meias palavras, gestos e mímicas, eles rumaram ao norte.

Foi quando, mais uma vez, o sol morreu e Deus quis provar quem manda.

O chão tremeu, a luz apagou e o vento soprou.
Raios rasgaram o céu.
Os ventos arrancavam troncos inteiros.
Pingos que doíam mais que acoites.

O rapaz teimava em apenas atribuir a palavra "âncora" ao velhinho.
"Pois é. Quem mandou eu duvidar de Deus?
Tudo que eu queria era alguém para me salvar!"
O castigo tem vários pontos de vista.
As aparências. Sim. Elas enganam.

(Se várias crianças estivessem aqui, a maioria escolheria o velhinho para brincar.
Ele não era forte. Ele não era esbelto.
Mas ele era sincero. Transparente.
Não tinha créditos por causa de sua aparência).

Quando pela terceira vez o senhor dobrou o joelho e se curvou à lama, envergonhado o rapaz colocou uma mão em seu ombro e, comprimindo força, usou o senhor como cajado ou quase..., uma âncora.
Imóvel, o senhor segurou a perna do rapaz.
Não se ouvia nada. Os urros eram altos demais.
Não se via nada. Toda invejável visão que possuía lhe era inútil.

E quando tudo não fez mais sentido e nenhum sentido mais funcionou, ele se surpreendeu.

Como numa provação, uma promessa, o velhinho foi se arrastando de joelhos numa determinada direção.
Ele liderou e foi puxando o rapaz.
Foi guiando.

Pelo coração.

E mesmo nas trevas o rapaz caminhou.
Ele encontrou um caminho.
Um coração iluminado o guiou.

25 de outubro de 2008

Sob os olhos de Deus III - O conto da salvação

Assim que o tsunami (de problemas) começou a dissipar, os pingos da chuva e das lágrimas passaram.
E enfim, ele adormeceu em paz.

Sabia que acordaria melhor.
"Amanhã será tudo diferente".

Acordou e tentou ver apenas as coisas belas.
Energias positivas atrairiam forças positivas.
Sentiu a brisa logo cedo sob seus cabelos.
A maresia que esticava a pele de sua face.
Caminhou.

Por horas se deparou com areia, barro, mato, caules, pedras.
A única vida, além da sua, era de algumas larvas.
Duvidou de Deus.
Os únicos sons, além dos seus passos, eram o vento e a água.

Foi quando avistou alguém.
Não poderia ser miragem.
Correu com todas forças, sabia que ia ser atendido.
Iria ser salvo.

Sonhou com uma volta excitante.
Pensou em fartas refeições.
Imaginou seu regresso da forma mais luxuosa.
Fantasiou-se limpo, cheiroso, esbelto e cheio de posses.

Aquela sombra começou a ganhar formas.
Parecia ser um senhor.
Uma aparência talvez pior que a sua.
Não importava, ele voltaria a ser feliz.

Cabelos longos, oleosos e grisalhos.
Enxergava agora com detalhes as cicatrizes que o tempo cravaram naquela pele flácida e judiada.
Não reconhecia aquele lugar, muito menos se na proximidade existia algum objeto ou transporte que aquele velho teria.
Seu mundo desabou.

Notou que as mãos do senhor estavam trêmulas e, com as unhas ele tentava extrair líquidos do caule de uma árvore.
E ele nem reparou a aproximação alheia.

Visivelmente desanimado o rapaz soltou um urro.
No mesmo instante, como num acesso de loucura, o senhor tentou procurar em todas direções a origem do som.
Quando viu, ele abriu os braços... ajoelhou-se e chorou.

Seus fracos ossos somada a escassa carne quase não suportava mais seu peso.
Suas rugas se contraiam em meio as lágrimas.
Seus braços longos e finos, demonstravam o êxtase e felicidade quando apontados ao céu.

O rapaz percebeu, seu sonho tinha evoluído.
Agora fazia parte de um pesadelo.
Pensava incessantemente que seus problemas, certamente se duplicaram.

O senhor mal conseguiu produzir alguma sílaba.
Mesmo assim, o rapaz não conseguiu esconder sua decepção.
Ficaram abraçados por muito tempo.
Parecia até que um ombro foi feito para o outro queixo. Como peças de quebra-cabeça.
Mas não importava muito.
E o rapaz agoniado não aguentou:

"Eu pedi para que Deus mandasse alguém para me salvar.
Não quero ofendê-lo, mas eu tenho mais suprimentos e recursos que você".
Lembrou da parábola e quis acreditar.
Se você suportar as larvas, conhecerá as borboletas.

18 de outubro de 2008

Cartoons

Assistia desenhos na época em que o balão mágico parou de ser exibido para dar espaço ao Xou da Xuxa.
SBT e Record mantinham algumas atrações a altura, mas sempre era muito difícil bater o naipe da aldeia global.

Hoje é tão estranho, tento procurar desenhos no canal aberto e só vejo orientais de olhos esbugalhados lançando poderes estilo video game.
Vou atrás de canais fechados como Cartoon Network e Boomerang.
NADA de diferente.

Esses TAMBÉM exibem japas correndo, com poderes, pingos de suor, sangue (isso mesmo, os personagens hoje sangram mas nao morrem!), dentes quebrados...
Imaginem o gato felix levando um tiro? ou o Space ghost sendo derretido? Zandor caindo de uma montanha? Os Herculóides perdendo dentes?...
O que será que aconteceu com os desenhos antigos? os únicos que levavam tiros e não morriam era personagens ao estilo Frajola, PicaPau...

Lembrem-se Lion-o conseguia sobreviver porque se defendia com sua luva!
Ok, como evidência, colocaremos o desenho Laboratório de Dexter.
Acho que é o mais atual com raízes antepassadas.

Tudo bem, anormalidades a parte. O cara tem um laboratório umas trinta vezes MAIOR que sua casa, no
subterrâneo!
Meu, como o pai dele comprou a casa sem estar ciente que tinha um pavimento do tamanho de um shopping embaixo? e se tinha pq nao desmoronou com erosão?
Ah tá, você vai me falar que ele que contruiu. Hmhm, sei. Deve ter sido bem legal chegar um carregamento de 19 mil sacos de cimento na casa dele. Escavadores, Retroescavadeiras... Sozinho ele levaria qts anos? (sacou ne! ele ainda eh crianca!).
E a mãe dele que NAO tira as luvas? WHY? please, tell me.. WHY!?? (vide foto e comprove).
Como é o encanamento da goma do cara? e qto o pai dele paga de IPTU? A cidade toda não nota o consumo de energia dessa quadra?? Daonde ele consegue seus suprimentos laboratoriais? Liquidos, poções, peças, parafusos, vidros? Ele nao ganha dinheiro, como adquire tudo isso? Me resta dar risada da DeeDee que faz barulho quando anda saltitante na ponta dos pés.

Sob os olhos de Deus II - O Interlúdio

Num suspiro, talvez um engasgo, todos seus músculos, como numa descarga elétrica, ao mesmo tempo reagiram.
Sua pupila dilatou e, em décimos de segundos, acordou.

Viu que não podia ver.

As estrelas, seus únicos bens, não estavam lá.

A escuridão, como uma folha negra de cartolina, ecoava a noite.

Assustado e suado, tateava. Continuava procurar algum objeto, talvez, familiar.

O frio e o medo enfim deram o primeiro indício que iria sobreviver.

Agora, mais do que nunca ele começava acreditar. Sua segurança, ligeiramente, aumentou.

A terra úmida e o som de estilhaços, bem no seu íntimo - até lhe fizeram bem.

Sua covinha quase apareceu.

Aquele som era Deus, que também chorava.

Geni

Poucas músicas me remetem a reflexões e contextualizações.
Geni e o Zepelim do Chico Buarque é uma dessas que, estranhamente, me trazem imagens da tal saga de Geni.
Sabe quando lemos um livro várias vezes e, passado algum tempo, o mesmo vai para o cinema?
É essa sensação. Recentemente isso aconteceu em "O Ensaio sobre a Cegueira" e para você refletir mais, pense em exemplos básicos dos personagens de mundos fantásticos como "Harry Potter" e "Senhor dos Anéis".

Como seria a Geni ? (rainha dos detentos, das loucas, lazarentos);
E o comandante ? (que pode evitar o drama se a formosa dama lhe servir);
O prefeito de joelhos? e o bispo de olhos vermelhos?
Procurei no pai-google imagens e achei essa ao lado.
Diferente do que imaginava né?

É!...
As vezes, são essas surpresas que nos fazem sorrir.


link da foto - http://mmrndesign.blogspot.com/2008/03/ilustrao-para-msica-geni-e-o-zepelim-de.html

17 de outubro de 2008

Sob os olhos de Deus

Parecia ser terça feira, acordou e olhou para céu azul claro.
O sol queimava sua retina.
Automaticamente suas pálpebras recuaram e a musculatura de sua face se contraiu.
Os dentes centrais até apareceram.

Sentia que iria viver. Poderia até ser um avião.
Queria ser salvo.
Seus pés rachados e maltratados, cortados e extremamente machucados se perdiam entre a areia escaldante e a água gelada do mar.
Ondas suaves, brisa quente, trilha sonora favorita de férias. Tudo poderia sim ser esse sonho.
A gota salgada e morna que escorreu em meio sua barba por fazer não era da espuma do mar.
Fome deixava seus ossos cada vez mais frágeis e trêmulos.
Trapos. Grifes que valiam como folhas.
Em sua memória o cheiro doce e agradável do perfume que costuma usar.
Confuso. Corria em direção do barulho.
Precisava ser salvo.
Em horas correu entre árvores sem saber o destino.
O som das marés a essa altura - e distância - poderia ser apenas eco.
Perdido, procurava algo para identificar.
Doeu quando sorriu. Era uma pedra engraçada, quase quadrada.
Esses rápidos segundos lembraram décadas.
Num devaneio podia jurar que ali caberia um carneiro. (com buracos para ele respirar, é claro).
Agora já é tarde. O sol vai morrer, a lua vai nascer e seu corpo se perder.
Cavocou com os calcanhares um buraco na terra gelada.
Abraçou seu próprio corpo num ritmo semelhante às rajadas dos ventos que cegavam seus olhos cansados com grãos cristalinos.
Seus olhos e seus lábios, mesmo fechados, provavam incessantemente a inquietude de sua alma.
Sonhar?
Pouco importava. Ele sobreviveu mais um dia.
Precisava continuar acreditando que amanhã será salvo.

12 de outubro de 2008

Meus 10 Transtornos Obsessivos Compulsivos no trânsito

01. Andar com o combustível na reserva e ficar sofrendo na angústia do "será que consigo chegar?" (A cada quadra um suspiro, o medo de ficar parado com pane seca é proporcional às descidas do ponterinho);
02. Cantarolar bem alto com letras todas erradas. (Isso se não for música clássica ou jazz, onde são emitidos grunhidos imitando as notas orquestradas);

03. Quando abastecer, ficar torcendo para o frentista colocar "40,01" ao inves de 40 (crente que a cada dez abastecidas você terá 0,10 - nooosa! quanto!)
;
04. Nos primeiros 10 metros que for pegar pista/estrada ao invés de ir progressivamente trocando de marcha da 3a (acabou de entrar na rodovia) já engatar a 5a marcha direto e esperar a aceleração chegar sozinha. (E a sensação de pânico quando o cara gruda em vc e o carro ainda não está no RPM certo!?);
05. Parar no sinaleiro e disfarçadamente limpar o salão nasal;
06. Não verificar água e óleo no posto para não ter dar trocadinhos ($) pro frentista, afinal, isso você "faz" na sua casa de graça
(e como faz, com uma freqüêeeencia...);
07. Fazer a curva mais aberta possivel para engraçadinhos que vem na faixa ao lado nao entrarem (Você está a 3 sinalieiros esperando a maldita fila andar.. E quando chega a hora de você virar, topa com um espertinho que vem do lado de fora e quer entrar na marra, na maior cara de pau, ele dá seta e quer entrar numa nice! Olhe o chão porra! flecha para ir reto e virar é essa, quer pegar menos fila? comigo nao!)
;
08. Se o radar é 70, andar a 70. Se o radar é 100, andar a 100 km/h (Só nos trechos com radares);
0
9. Calibrar o pneu com 2 números a mais de pressão (Vai saber a próxima vez q você irá calibrar);
10. Não deixar de jeito manera o carinha do semáforo "sujar" seu vidro. (Mesmo que não seja um assalto, a tática é ignorar o cara mudando a música no som, ou pegando um papel no banco ao lado.. o cara desiste já que tem pouco tempo para negociar e limpar com você e vai pro carro ao lado).

10 de outubro de 2008

Fixação em asfixiar-se

O único momento que devíamos nos despreocupar é justamente o único momento em que ficamos absolutamente sozinhos.
Chega uma força maior.
Preso, um travesseiro afunda e me captura.

Engloba e se apossa da minha mente.
Transforma meus sonhos em pesadelos.

Perdido e cego.
Mudo e atado.

Me deixa desamparado no escuro de uma selva, com medo da escuridão.
As folhas negras, frio que rasga minha espinha, me causa tremedera, sinto perder o fôlego como cair num abismo em alta velocidade e não ter forças para consiguir puxar ar e respirar.

Tremedera e medo.
Suor e pânico.
Sozinho e inseguro.

Tento me ocupar, induzir minha mente a sair dessa escuridão.
Acorrentado e submerso.
Um redemoinho em alto mar que me puxa com a força das marés para baixo;
Eu tento. Eu juro que tento com todas as forças bater os pés, dar braçadas, lutar para subir, lutar para viver.
Em segundos a próxima onda me suga para um lugar mais fundo e mais escuro.
Uma visão turva, escura, gelada mostra o que eu teimo em não aceitar.
Eu já estou longe demais para conseguir voltar.

A cabeça submerça leva todo fôlego que consegui tomar, mas, infelizmente eu já sei que toda força guardada será insuficiente. (Lutar em vão?)

Não consigo me soltar.
Sussurros gelados me ferem mais que choques cerebrais.

Lágrimas e silêncio.


Minha moradia sempre será sua mente.

Eterna.

9 de outubro de 2008

Tempo tempo mano velho

Saudades

Saudade de voltar a ter problemas só de matemática.
Tenho saudade de esperar meu leite morno ficar prontinho na caneca de plástico azul.
Jogar "Bobinho" depois da janta.
De ficar no rasinho da piscina do clube e ao apoiar a palma da mão na pedra de granito, sentir o calor umidecido da pedra queimar as rugas causadas pela água.
Ficar tomando conta de um galho de abacateiro dizendo que este era o meu.
Praticar esportes incessantemente, afinal, quando novo eu não cansava.
Ficar horas emburrado porque o "chato" do Chacrinha não terminava.
Abraçar meu cachorro tão forte e achar que duraria para sempre.
Andar de bicicleta fazendo "oitos" no quintal.
De nâo ter compartilhado tanto conhecimento que meus avós tinham.
Jogar bola, nadar, correr e achar que não tinha oponentes a altura.
Ficar horas escutando uma música para tentar descobrir o que o cantor dizia.
Contar os dias para fazer aniversário e saber quando irei guiar.
Saudade de não ter mais medo de sentir medo.
Da segurança que se a brincadeira acabasse, meus pais dariam pilhas ou um outro novo.
De aproveitar as viagens que fiz, quando o orgulho e dinheiro "eram" mais valioso que a companhia.
Das consultas que eu ia e fazia eu perder aula a tarde.
Em achar que ficar em casa solucionaria meus problemas.
Que todos eram eternos.
Saudades de me ocupar a manha, tarde e noite e não lembrar do que perdi e senti.

O primeiro (e o último)

Ato 1 - Fôlego

Desde 94 escrevia muito. Tentava perpetuar lembranças inseguras e dizeres importantes à minha alma.
Muita coisa se perdeu. Algumas eu guardei.
A intenção a partir de hoje é intercalar pensamentos, dizeres, fatos, idéias, citar passagens para que o mundo cyber se engarregue de propagar.

Postarei um texto que escrevi numa rápida reflexão.


Ato 2 - O Silêncio


Todos espiando, a fiel companheira ao lado, até o último minuto, ao lado.

Alguns entram, desviam-se dos galhos. Olham rapidamente as cabeças baixas. Uma a uma, os focos perdidos vão percorrendo a sala, os objetos, as expressões. Muitos, nem conhecidos são; só querem entrar e ver se dentre tantos, alguém, se não a própria razão do encontro, és conhecido. Talvez um amigo de longas datas. Um que o jornal já falou, vale vizinho, tio do colega e até atleta.

Ninguém.

Se ele foi alguém, parece que em alguma fração, ele será ninguém. Ou como diria Exuperry, uma velha casca.

Os bons tentam forçar, idas e vindas, imagens daquele sorriso. Daquela força, daquele aperto de mão. A barba por fazer. O perfume que não fará mais parte desse campo não tão mais florido.

Face fechada. Olhar cabisbaixo. Preocupação. Agora é pra valer. Contas e problemas serão mais que um pesadelo que se insiste em se realizar.

Os lábios de três ou quatro se movimentam tanto que parecem conversar. Sem voz. Profundo silêncio. Todos estão conversando, sozinhos.

O último adeus. Lembre-se. Os próximos 8 segundos ficarão impregnados na sua mente até um dia faltar seu oxigênio.

Eu nunca vejo. Quero guardar aquela covinha que tanto me cativou.

O ato final.

Andamos por quase quinhentos metros. Poxa, é meio quilômetro. Isso pouco interessa. Aliás, o que interessa?

A cada passo dado, a sola do sapato de alguém a frente estala no chão. Eu consigo escutar uma folha cair a pelo menos cem metros dos meus joelhos.

O silêncio chega dar medo. A fila indiana prossegue. Não tem como parar.

Ouço o frio, o vento ricocheteando as tenebrosas faces, num amargo sol que não esquenta.

Estamos perto do fim. Os últimos da fila já estão trocando sílabas pronunciáveis com seus passos tão lentos que quase conseguimos identificar as âncoras acorrentadas em suas pernas. A barra da calça suja de terra batida vai estacionando.

É agora.

Olho o horizonte. Centenas de desconhecidos, fotos, medalhas, dizeres, tanta história, tantas vidas, quanta tristeza.

Os primeiros da fila não sentem mais os passos. Se o soldado da liderança marchasse por mais 2 dias, iriam atrás. Não importa mais a distância. Não importa mais o tempo. Não importa mais quem ficou lá trás. Não importa se barra está suja;

Um borrão em que o verde e o azul quase se assemelham ao molhado preto. Ao negro sol que está morrendo.

O último adeus. Lembre-se. Os próximos 4 minutos serão os últimos em que carne é vida. Respiração é saudade. Temperatura é segurança.

Eu quase nunca vejo. Rezo e peço para Deus confortar os que aqui ainda amam.


Texto Originalmente postado dia 20.06.08

http://chrismazzola.blogspot.com/2007/06/o-primeiro-e-o-ltimo.html

Rita Lee é o Ozzy brasileiro!

Desculpe o auê, mas é isso mesmo. Isso se não for mais. E não! Não é exagero. Cada vez que busco novos dados, vejo a biografia e a história.
Ozzy é um deus metal. Desde os primórdios do rock, pós progressivo, embalado no Sabbath, Osbourne e sua família fazem parte da história do metal.

Rita, brasileira é a história da loucura nacional. Rita pós mutante, passou por todas gerações, enfrentou todos problemas. As vezes esquecida na história e até pela mídia, é a referência dos estilos tupiniquins no pop rock que atravessou gerações.
É aquela mulher batalhadora, ideal cravado em sua alma. Opinião formada e consciência sempre tranqüila.
Ovelha Negra, “toda mulher é chata”. Rita – além de legal - é o rock.
Suas rugas mostram o tempo. Mostra a evolução musical nacional e moral. Sobe no palco. Canta e grita a hora que quer. Elogia e manda se foder quem quer.
Junto com Roberto de Carvalho, não mordeu o morcego no palco, ela foi maior que isso. Se ofereceu ao Doce vampiro.
Temas sombrios, arranjos do mal. Rita é o alto astral.
Queria ter participado da época Bwana e Lança-Perfume. Rita não pode ser só rosa. Ela é rosa choque.

Texto originalmente postado dia 03.10.07
http://chrismazzola.blogspot.com/2007/10/rita-lee-o-ozzy-brasileiro.html

Agora já foi... e nem te mais como voltar

TOP 5 "Agora já foi, e nem tem mais como voltar..."

Existe nome para essa sensação?

- Você escreve aquele mail gigante e não sabe se envia. Pensa nas conseqüências. Pode ser a única chance dizer o que está entalado. Dane-se! Clica em enviar. Em 5 seg, bate a razão. Já foi...

- Viaja tranquilamente quando, a 140 km/h passa por um guard rail e tem a impressão de ter um radar móvel escondido. Olha direto já para o velocímetro. Se o limite é 110, tá ferrado. Na seqüência, olha o retrovisor. Já é tarde. A mureta ficou agora a mais de 500 metros. Já foi e...

- No MSN, digitando que nem um louco para 9 pessoas ao mesmo tempo, vê janelinas piscando igual piscas de natal. Mal lê e já responde pra todo mundo. Mas percebe que a resposta, nem um pouco educada sobre um assunto completamente diferente e de conteúdo impróprio foi pra pessoa errada. Vê como confirmação a foto do seu colega ao lado do seu texto. Já foi...

- Aquela coleguinha que você sempre fantasiou estar num rala e rola, um dia, numa comemoração da empresa, resolve dar bola pra você. Bebidas a mais, olhares e risadinhas. Vai rolar. E eis que no rolar, você “esquece” de se proteger. Na hora é lindo. Mas em 68 segundos cai a ficha. “Ai ai ai. Se ela saiu assim comigo, deve ter saído assim com outros”. Já foi...

- Namorada nova. Está dando uma volta no shopping e educadamente pergunta se ela quer jantar. Ao entrar direto naquele restaurante que todos dizem ser divino, observa no cardápio que o prato mais meia-boca, a arroz branco e fritas custa R$ 70,00. Um suco são R$ 6,00. Já foi... e nem tem mais como voltar.

Texto originalmente postado dia 08.08.07
http://chrismazzola.blogspot.com/2007/08/agora-j-foi-e-nem-te-mais-como-voltar.html

O Que é isso...?

Que curioso, a maioria dos meus posts se iniciam ou abordam em algum momento filmes e cinema. Acho que essa característica sempre irá fazer parte dos meus textos.
Explico o excesso de filmes e a falta de Bets na minha vida: desde muito cedo, troquei as brincadeiras de rua pelos filmes porque minha casa fica numa avenida muito movimentada, quase uma via expressa.

Portanto, aqui vai mais um post, dessa vez sobre...
o belo filme de Bruno Barreto "O Que é isso Companheiro?" que revi hoje. Estranho ver Pedro Cardoso, Luis Fernando Guimarães e Fernanda Torres em personagens com atuações tão dramáticas. Todos com vasta experiência cômica, se estereotiparam-se com expressões engraçadas e sorrisos estampados.
Mais estranho que eles, é imaginar a situação. Um momento tão delicado do país, vivenciado por um grupo revolucionário encabeçado pelo "
Zem" Fernando Gabeira, o próprio que se encumbiria de executar o embaixador.
Viu-se que pela primeira vez, o homem é livre. Sua mente é livre. Temos as leis, mas podemos trangredi-las se sentirmos necessidade. Vencer a mídia. Tudo por um ideal.
Um grupo que sonhou alto "conseguiram" voar alto. Numa realidade problemática, quiseram e conseguiram. Sim, o livre-arbítrio do homem.
A estranheza "final" se dá pela comunicação. Não especificamente pelo rádio e os primórdios da televisão, mas pela comunicação propriamente dita, por exemplo da polícia.
As perseguições feitas sem apoio e contato imediato. Na época, somente com os PXs e PYs, sendo necessário um véiculo de posto superior intervir numa viatura para atualizar suas ordens. Helicópteros seguindo viaturas praticamente na banguela.
Sem celulares, rádios, intervenção via satélite, busca computadorizada
on-board guia de mapeamento online... Acho que logo teremos piloto automático. A energia elétrica automotiva já está sendo testada.
Se um dia eu voltar a reler esse post, talvez em alguns anos, esse "acho" será obsoleto. Quem sabe nesse dia eu dê risada dessas idéias, afinal o homem nem deve mais sair de casa, e sim seu clone ou seu robô esteja trabalhando (dobrado) por você. E assim o mundo (capitalista) continua girando.
Evoluindo sempre (pelas guerras).

Texto originalmente postado dia 17.07.07
http://chrismazzola.blogspot.com/2007/07/o-que-isso.html

Mercado NADA Livre

Que mundo! Moderno né? Se compra e vende tudo pela net...
Qual o maior site de vendas? Mercado Livre. Ok. Vou lá.
Procurei se alguém tá vendendo a mãe. Não tem! (tem bastante placa mãe, procurei outras categoria.. e nada). Não que eu queira trocar de mãe. Estou muito feliz com a minha ;-)
Bom, próximo passo. Uma cartucheira. NADA again.
Continuo minha busca bizarra. "Miolo", nada. "Perna mecânica", nada.
Procurando "Braço plástico" achei Descança-braço para belina e corcel (do ano 71 a 77) por R$ 11,00. (novo) meu.. como isso tá novo? Não existe a mínima possibilidade, enfim... Esse mercado não tá com nada.
No anúncio da tv, o cara vende um beijo por 1 real. Vamos procurar.
NADA. Temos aqui: 3 resultados interessantes relacionados a beijo!
1 - Absinto - A volta do beijo da fada verde (??) - R$ 33,00
2 - Por 24$ 13 fitas K7 de beija flor cantando no Espirito Santo
3 - Gel do beijo (chocolate e menta) R$ 13 (porra, que caro!)
Achei latinha de band-aid por R$ 10, uma cama de bronzemento artificial por R$ 15.000,00 e a Camisa do Romário usada contra o Grêmio por R$4000.
Em resumo, só propaganda enganosa!
Sempre achei que a venda na internet servia, de certa forma, para omitir o comprador ou o produto, logo dando idéia de operações ilícitas, seja o comprador ou o produto.
Então vamos fazer de conta que um serial killer não pode ir as compras, certo? Aonde ele vai? AO MERCADO virtual LIVRE!
Um suicida procura um 9mm tem? NAO! Glock? NADA! (estou pegando pesado, mas sendo sincero, que mal tem um cara de caça comprar uma arma, licenciada e etc?? NAO TEM)
Se quiser, arrancar um braço, serra elétrica também não tem! Tem serras de mesa, mas aquelas do Jason NAO TEM. Terá que esperar 5 dias e pedir aquele multi detonator que tem no polishop que destroi um mamão com casca, abacaxi com coroa... suco de maçã.. vc enfia a fruta e TSSSSS ja sai o caldo.. só assim. Em 5 dias ele poderá moer o braço de alguém.
O Jason estaria triste (imagina acena) ele sentado no sofá da sala cabisbaixo porque não tem uma arma letal.
Agora sabe o que tem? Soco inglês!!! Não é proibido?? E sabe quantos modelos tem? 23 ! VINTE E TRES! TWENTY THREE! Tem ate uns com logo marca do Constantine!!! hahaha média de preço: 30 R$
Bom, como não sou serial e muito menos killer.. vou enSERRAR esse assunto bizarro. Vou ficar aqui vendo os produtos enquanto você vê essa frase chegar ao final.. Ficou curioso? vai lá. Olhar é free.

Texto orignialmente postado dia 12.07.07
http://chrismazzola.blogspot.com/2007/07/pensamentos-desconexos.html

Sim sim salabim

Sim. Estou vivo.
"Então por que você não posta nada nesse
blog carambolas?".
Pois é. Nem copiando direito eu tô. Fase cabulosa. Desânimo!
Nem o PAN salva (também chocolate que gruda nos dente é fogo).. (ok, me perdoem o trocadilho.. a fase está terrivel). rs
A Daiane ameaçou amarelar (minha mãe diz que é pecado eu dizer, mas acho que ela precisa inserir 2 horas no seu treinamento de pancada. Acho que falta ela apanhar para trazer alguma merda de medalha. Trazer? Ela já ta aqui pô. Então tomara que ela não se preocupe só com as compras, até porque o freeshop ela não vai).
E se não conseguir, pede para alguém no Rio roubar. Roubam tudo dos outros. Vamos roubar pelo país então!
E na esgrima? o cara meteu a porra da espada no pulmão do oponente. Isso sabe o que significa? (você pode se perguntar, um atleta a menos?) NAAAO, um atleta a mais. Isso sim. Esse cara tá no meu time. Vamo fazer das tripas coração. (literalmente).
É meu caro. Minha vida ta um desânimo. Depois da fase que tudo parece desandar, achei que pelo fato do meu pé voltar a ter contato no solo, significaria melhoras.. tsc tsc
Bom, pra que vou me lamentar aqui né? Fui pagar para me divertir. (não não, sou de família. Fui ao cinema). Com a D, fui ver a estréia do novo Harry Potter. Na fila, um ser já mostrava seu rainho na testa. O dia promete. Isso porque não tinha visto o tamanho da fila. E eu já pensava em como carregar um copo e saco de pipoca por quase 800 metros de fila indiana.
Meu humor estava ótimo e apurado, resolvi sorrir e aproveitar o frio congelante.
Como não ando inspirado, vou pular para os finalmente (ok?). Sentamos próximos ao corredor, então, idas e vindas era normal. Me senti na rodoviária.
Mas a sorte que sentei na frente de 4 coleguinhas de uns 10 aninhos que pelo visto leram as 1200 páginas do 5o livro ontem a noite, e narraram não só o que acontecia, como antecipavam TUDO. Foi uma beleza. Pra que bigar? Se eu soubesse tinha pago para eles contarem a história (que eu JÁ conhecia!).
Meu protesto foi simples. Segui rigorosamente os passos do Danilo (Gentilli, quem acompanha sabe que dar uma de "Danilo" significa apelar para a infantilidade até se sentir bem). Numa atitude ridícula e infantilóide, resolvi estravazar e soltar minha angústia assoviando bem alto em todos momentos que tinha alguma explosão, barulho ou som alto. Assim nem amolar o outro eu amolava..
Resultado.. foi engraçado, diferente. Coisa de louco né? O que importa é que mesmo não gostando do filme me senti bem.
Pelo menos aconteceu alguma coisa diferente Hahaha. E mais! Aprendi essa proeza no mundo
Blogger. (preciso postar mais momentos Danilo viu...)

ps - Quando a sessão terminou e o letreiro subiu, 80% do cinema aplaudiu. Sem comentários.

Texto originalmente postado dia
06.07.07
http://chrismazzola.blogspot.com/2007/07/sim-sim-salabim.html

O CTRL C e o CTRL V são bons companheiros! - PARTE 2

Decididamente, o CRTL C e o CTRL V mereciam um prêmio.
Depois que eu postei uns dias atrás, fiquei pensado. Hoje, até as colas (segundo o Aurelião: cola é a cópia feita clandestinamente nos exames escritos) são AGORA DIGITADAS!
Se vamos estudar, resumão no PC! Ctrl C – Ctrl V e Pááá!, ta lá a matéria. E se há 50 anos já se colava, hoje, as colas cyber devem ser muito bacanas.
As mais simples: ctrl V - textão no monitor, selecionar tudo, fonte 5. Imprimi e dobra-se a folhinha no meio (cola uma parte na outra). Fácil né?
Mas hoje deve ter jeito mais avançado. Esconder um texto na rede, no servidor. Mudar a autenticidade do autor eletronicamente. Capaz ainda de você “conseguir” provar que quem inseriu o texto no meio de um *.Dll do pc foi o rapaz bobão ao lado.
Puxa. Agora deve ser fácil colar né? E antes tinha que ficar fazendo letrinha. Carambolas, eu nunca fui bom de colar. QUEM DERA!!! Ter o ctrl v e ctrl c no meu tempo de faculdade ou ginásio.
Vou contar meus esquemas: 50% era escrever na mesa (letrinha e códigos), 30% perguntar ou copiar de alguém ao lado, 20% folhas inseridas em cadernos embaixo da mesa, 5% papel entre as pernas, 5% outros (haha filhão, deixa a imaginação fluir... Um esquema bacana era fazer uma meia lua de papel lotado de escrito. Fixar com uma taxinha invertida na mesa com o lado reto para fora. Quando o professor andasse, gira a meia-lua e tchaaaaam!).

Tem que ter o dom de despistar o professor e falar com a mão encobrindo a boca, disfarçando.. ou quando ele olhar, você que ia falar algo com alguém.. boceja.. ou faz cara que tá difícil.. hahaha bons tempos.
Bom, estou fugindo do assunto cyber. Quando estava nos últimos anos de faculdade, aprendi a mexer bem com redes (nesse tempo não existia a paranía de invasões e firwalls). Acho que as maiores cachorradas que eu já fiz foi necessitar URGENTEMENTE imprimir algum trabalho e a fila de impressão na informática estar gigante. Invadia o servidor, cancelava a impressão de todo mundo e jogava a minha em primeirona! Rs. Tentei me lembrar e, segundo minha memória, acho que somente duas vezes fiz prova escrita (digitada rs) no computador na faculdade (matérias práticas em jornalismo). E claro, quem quem quem quem aparece? ELES. O Ctrl C e o Ctrl V.
Nas duas, abri uma tela paralela, e através do explorer, busquei outro computador linkado na rede (daquela sala / colegas) ou até fora da sala (já sabia a numeração dos pcs das outras salas em avaliação). Daí rolava o básico Ctrl c e v. Mas por convicção mesmo. Já no final da faculdade era um bom aluno que prestava atenção. Era sempre uma certificação de que estava escrevendo as respostas corretas.
Mas a moral da história é que hoje, podemos excluir o documento de outrem (uma vez que a segurança em invasões estão sempre sendo exploradas. Os Firewalls todos os dias evoluem, e todos os dias são quebrados). Por que? Porque se você entrar, ou se deleta o que tem por maldade, ou se copia o que existe. Quem quem quem quem? Sim eles. Control C + Control V.

Texto originalmente postado dia 05.07.08
http://chrismazzola.blogspot.com/2007/07/o-ctrl-c-e-o-ctrl-v-so-bons_05.html

Hoje eu encontrei o Elvis!

Isso mesmo! Tava saindo da videolocadora (quarta feira é dia de locação mais barata), e vi de relance seguindo em direção do Castelo (a pé!) o próprio. O rei!
“Cacete, é o Elvis. Ta velhão, arregaçado, mas é o Elvis!”
Fui correndo atrás. Diferente do conhecido lay out com macacões em estilo karateka, vi o rei de calça jeans e camiseta branca. As costeletas aparadas, (a minha ta maior que a dele, mas não importa). Puta merda, “O” cara tava ali na frente.
Já quase sem cabelo, grisalho, entradas enormes, nem tão gordo e nem tão magro, uma pulseira e um anel. Não tinha jeito, eu conheço aquele olhar e o gingado.
Fui correndo atrás e, devido movimento de carros quando ele foi atravessar a rua, eu esperei na guia o trânsito diminuir ao lado dele.
Certeza, era ele. Porra! O Elvis tá em Campinas.
Em meio barulhos de buzinadas e freadas do balão, eu não agüentei: “Ohh Elvis??”.. Nada.
Mas eu vi o olho dele correndo para lateral da cara me secando. Nem vem que não tem, quer me enganar né?
-“Porra Elvis, dá um abraço veio! HUG, HOLD ME! AI EM DE FEM NAMBER UON”.
Típica cara de “putz” balançou a cabeça num sentido negativo e atravessou. E lógico, Mazzola correu atrás.
- “Se liga aí Elvis, se você não parar, eu vou dedar você!” e ele? Obviamente, nem tchum.
-
“Porra, eu tenho tudo, cd, dvd, você é do caralho velhão!”
Chegou do outro lado da rua. Nessas alturas, perto da drogaria Iporanga. Pô, só me faltava encontrar o Elvis e ver ele ir na farmácia comprando diurético ou coisas do tipo.
Não, não, ele passou reto e entrou na rua do Pão de Açúcar.
-
“Puta merda, o Rei!, o Rei!” Falava alto e ninguém nem percebia. Uma típica cena normal. Virei pra ele e mais uma vez tentei o contato: “Cara, se eu fosse você, chamava pro pau o Roberto Carlos. Vamos unificar os títulos. Tá certo que o cara é manco, mas garanto também que mesmo coroa consegue meter uma na cara do Michael Jackson. O titulo é nosso. Rei dos Reis!”.
O cara não me dava bola. Todos pedestres continuavam desviando de nós dois, por coincidência, todos no sentido oposto. Não era possível. Ninguém nem reconhecia, mas eu tinha certeza.
-
“Canta uma aí pra mim vai, Always on my mind, my way, little sister, você é o cara! pode até escolher. Pode ser gospel também, eu nem ligo... manda uma aí pô”.
Encontrei o Braím da padoca atrás de casa vindo na minha direção: “O Braím, chega aí véio, olha quem tá aqui. O Elvis porra”.
(falando baixinho) “Se liga que é Deus lá em cima e você aqui embaixo ne?”
- “O Elvis? Costello?” diz o Braím.
- “Não caralho, o Presley! O rei! Deus, Blue suede shoes, love tender!!”
- “Mas o Elvis não morreu?”
- “Olhaaaa o cara aqui veeeeio. Interão!!!”
- “Mas eu nem conheço o cara, ele mora aqui? Ta mais prum cover aidético viu.”
- “Sei lá, to seguindo ele.. ele num tá afim de papo comigo, mas eu já saquei a dele. Vamô junto. Uma hora ele falará conosco.”
Mas NEM sinal do senhor parar. Até parecia que já estava acostumado com essa situação.
- “O Braím, corre lá no seu Jão e pede pra ele dá um chego aqui correndo pra confirmar. Ce vai vê só. É o Rei mano!”
Enquanto o Braím saiu fora, eu já tinha cruzado a Orlando Carpino, e estava quase cruzando com a Rua Germânia, quando eu resolvi abordar o cara de novo.
- “Você é foda heim! Mas ó, vou falar pro cê porque sou seu amigo. Na boa, cara... se no seu tempo tivesse Aids, você tava fodido, até porque você já comeu todo mundo né?!”
O grisalho parecia dar cada vez mais as costas. Parecia até que ele nem ligou com meu comentário. Incomodado com a perseguição, aumentou o passo gradativamente, começando quase a correr.
Eu fui correndo atrás “Alááá ta vendo? Manda o Roberto Carlos dá esse pique porra. A perna dele cai no buero.”
Foi quando ele parou.. Olhou pra mim.
- “Aeee puta merda é o cê mesmo!!”
Acabei de dizer isso, ele levantou o indicador.. ameaçou falar, mas desistiu. Foi virando as costas, nessas alturas já ofegante. Afinal, sua saúde não era mais de ferro, muito menos de alumínio.
MI MI – era a buzina da Braza Amarela do seu Jão. “Mazzola, cadê o porra do seu Elvis?”
- “Tá aqui oh!”
- “Num to vendo cacete, num é pegadinha do João Kleber não ne?”
Segurei o pano da manga já frouxa, perto do cotovelo.
- “Sabe como é. Se for o muleque canceroso que foi no programa do Ratinho cê tá ferrado”
Seu Jão enconstou a Braza perto da sarjeta, estávamos perto da mecânica e ele saiu pra olhar de perto.
Quase gritando não agüentei: “Falei pro senhor! É o Elvis manooo”
O senhor perseguido, já irritado passou a mão no rosto, enxugou o suor da testa. Visivelmente já no limite da paciência.
Seu Jão lançou “canta pra nóis que daí eu falo se é ou se não é”. No meu tempo, eu comprei lá na Galeria Barão uns long play. Do Elvis e dos Beatles eu manjo tudo.
Eu comecei a insitir “Sing for us! Love me tender. Love me tender! Repeat plis, Love me tender. Looovi mi ten-deeeeeeeeer!”
Jão entrou na folia e insistia também.
Eis que o astro parou e abriu a boca. “Lohhuvee- mi teeendehhr”. Porronto? Poóde me ir aróra?”
- “Sei não Mazzola. Ele tá fanho”. Seu Jão claramente desanimado, coçando a cabeça.
Abriu a portão do número 376 e entrou com passos largos sem falar mais nada. Correu, abriu a porta com vitrôs semi-abertos, virou pela última vez em nossa frente, trancou a porta e nem olhou para nós.
“Puta que pariu, falei que era ele. Ele nem conseguiu me enganar.”

Texto orinialmente postado dia 04.07.07
http://chrismazzola.blogspot.com/2007/07/hoje-eu-encontrei-o-elvis.html