31 de dezembro de 2008

ANJOS

" 'O anjo do Senhor anunciou à Maria, e Ela concebeu do Espirito Santo'. O anjo do Senhor saudou Maria. Deus saudou Maria. E a ti? Quem te traz as mensagens? É o carteiro com uma noticia que, talvez, destrua toda felicidade por toda vida. Ou ficas sabendo que certas pessoas te difamaram, roubando-te a boa fama de que gozas; ou é comunicado que perdestes teu emprego, que perdestes todos seus bens, ou que credores estão impacientes contigo. Talvez recebes o aviso da morte de um dos teus familiares, ou esperas ansiosamente noticias sobre a sorte de um de teus entes queridos; oprimem-te dificuldades interiores ou exteriores que teu áspero dia útil te traz. Não digas, então, que o bom Deus não te envia anjo, não te envia mensagens. Ajoelha-te em silencio diante do teu Deus, como Maria diante do anjo e reflete: 'NADA vem por acaso, tudo provém da bondade de Deus'. Tua cruz - seja ela qual for - não é uma saudação de Deus para ti, seu filho? Não está o anjo do Senhor, diante de ti, por assim dizer, esperando o teu sim, como fez com Maria? Teu sofrimento tem sentido profundo. Portanto, curva-te ao aceno da mão de Deus; acredita cegamente que Ele te saúda através do sofrimento e procura aceitá-lo como mensagem do céu" .
* Livro "Mãe, Rainha e Vencedora Três Vezes Admirável de Schoenstatt". Páginas 47 e 48

Fora minhas crenças pessoais, acho que esse foi meu constante e maior contato com os dizeres de anjos.

Pela web:
Do Wikipedia/Google: "Anjos da Guarda são os anjos que segundo as crenças cristãs, Deus envia no nosso nascimento para nos proteger durante toda a nossa vida".
Anjo (do latim angelu e do grego ággelos, mensageiro), segundo a tradição judaico-cristã, é uma criatura celestial - que, na generalidade, a maioria dos crentes das religiões fundadas na revelação bíblica acredita ser superior aos homens - que serve como ajudante ou mensageiro de Deus.
A palavra anjo deriva do latim, angelu, e do grego, ángelos (ἄγγελος), com o significado de mensageiro. Afirma ainda que os Anjos não possuem maneiras de conhecer o futuro, possuindo sim uma inteligência muito mais desenvolvida que a nossa, podendo "prever" eventos que fisicamente poderão acontecer, visto que conhecem com precisão todas as regras fisicas, como gravidade, densidade, velocidade etc. Dentro do Cristianismo Esotérico e da Cabala, são chamados de "anjos" os espíritos num grau de evolução imediatamente superior ao do homem e imediatamente inferior ao dos arcanjos.

Mas, quando penso friamente, fico refletindo na existência deles. Será que existem mesmo? Como seriam? Quais propósitos?...
Primeiramente, passa pela minha mente o filme com Nicolas Cage (Cidade dos Anjos). Imagino eles andando por aí.
Depois, passa histórias que ouvi, contos que escutei, conversas que presenciei.

Lembro de tantas vezes que fui abençoado por presenças maravilhosas que chego a duvidar se não seria um deles perto de mim.
Após outros filmes, recentes e antigos, adiciona-se a esse contexto pessoas como dona Abigail e Etanir, personagens do programa Caldeirão do Huck, que simplesmente acolheram e adotaram mais de cinquenta filhos cada (!). Simplesmente por abdicar de suas vidas (felizes ou não) para fazer o bem a outrém. Interessante que eu não assisto esse programa, mas justos esses, algo me fez parar para ver. (na praia!) Seria um sinal?
Daí, parto toda minha convicção.
Que sim.

Eles sempre estiveram perto.
(estão!)
Acolhendo, levando por caminhos que deveriam ter sidos tomados em determinadas horas, situações e circunstâncias.

O livre arbítrio entra como manual e regra. Mas, fica apenas como parâmetro para ser conduzido nessa longa estrada da vida. (já escrita, estamos apenas rumando por ela, sendo nós conduzidos).
Ao invés de entristecer e tentar achar culpados, acho mesmo que devia a cada dia prestar mais atenção e agradecer ao meu anjo por estar sempre me guiando.
Ao invés de ficar rindo, sorrindo e achando graça das coisas, devia a cada dia prestar mais atenção e agradecer ao meu anjo por continuar sempre me guiando.
Sim, são eles. Sempre eles, mensageiros de Deus.
Alguns nem tão cientes das tarefas que desempenham.
Mas eles sempre estão ao nosso lado, mesmo que na maioria das vezes, não notemos.
Fica a incerteza se são apenas invisíveis mensageiros, ou pessoas iluminadas, escolhidas por uma Vontade maior de querer sempre fazer o bem, não importando a quem.
Pessoas que, aparentemente de carne e osso, que riem e choram, nos advertem, nos aconselham, e às vezes, com sorrisos ou desaprovações nos colocam sempre na linha: O destino divino.
Pessoas que, muitas vezes, abrem mão de sua própria felicidade. Suas próprias vidas para se dedicarem a vidas alheias.
(Interessante que os recados são dados - e ignorados - constantemente pelas pessoas!).
Nas últimas horas desse ano de 2008, dou meu maior voto de gratidão e agradecimento a essas criaturas celestiais, seja qual religiao, seja um homem ou espirito evoluído, que me acompanhou e guiou por todos momentos. Obrigado por sempre traçar meu caminho e meu destino. Me proteger, me iluminar e compartilhar tantas dádivas.

21 de dezembro de 2008

Volta as aulas

Volta às aulas sempre significava contagem regressiva.
O mesmo final de férias que significava uma tristeza extrema, servia de motivação para ver meus coleguinhas da escola.
Um dia antes, a famosa dor de barriga.
No dia fatídico, aquele zumzum já indicava que ninguém sabia aonde era os pavilhões.
Fácil descobrir por onde começar, bastava ir até as listas das classes!
Me espremia no que hoje mais lembra uma daquelas listonas de aprovados da Unicamp.
Alguns comemoravam como prêmio a permanência em salas junto a colegas de anos anteriores, outros, por cair na sala de alguma paquerinha e claro, alguns, já com olhares muados do Gato do Shrek. "Que sala você caiu? Quer trocar?".
Descoberta a primeira pista de onde será minha classe, com o auxílio das inspetoras - prá lá de históricas, seguíamos no mapa do tesouro até a fila indiana que indicaria o "Lugar" para os professores nos buscarem. (Era num pátio, antigo estacionamento, então, já víamos de longe quem tinha chegado e as "prévias" das turmas de cada sala).
De longe, já reconhecia os coleguinhas e imaginava se aquela seria minha fila.
Assim que identificava minha fila, nela indicava meu lugar com minha mochila ao chão. "Nossa, em pensar que anos atrás ao invés da mochila era minha lancheira! Tô ficando velho".
E logo, o que parecia uma sirene de Auschwitz significava que as férias já tinha acabado. "O sonho acabou". E pra variar, eu não aproveitei.
Em meio a excitação de saber o que todos fizeram nas férias, íamos numa espécie de conferência tentando resumir 3 meses de férias em 3 minutos, porque era óbvio que cada um tinha uma história mais espetacular que a outra para também contar.
Chegando na sala, a surpresa ficaria por conta dos professores. Quem serão eles e quais disciplinas teremos?
Novidade da década!: "Esse ano passarei a usar caneta!"
Numa viagem à máquina do tempo, comecei a pensar no que eu mais pensava ao voltar para o colégio após o período de férias e cheguei rápido a resposta.
Sempre foi o "material escolar" novo.
Toda a preparação da batalha "Volta às aulas" tinha um processo peculiar e sagrado.
Desde as listas de materiais até tudo estar na mochila prontinho dias antes.
Ainda me recordo do cheiro dos cadernos. Das folhas branquinhas pautadas, do cheiro dos livros. Isso quando não os foliava antes com o intuito de antecipar algum assunto.
Os cadernos eram encapados com aqueles papéis quadriculares coloridos, tinham etiquetas com as lindas letras redondas de mamãe.
Lápis novíssimos, apontados e com a base aparada com gilete, visivelmente expunha meu nome, graças as habilidades de papai em cortar e escrever com letrinhas miúdas e bem particulares.
Borracha demarcada no estojo com a cor que eu escolhi.

A mochila que até então só serviu para testar o zíper. Os espaços da mochila já tinham sidos escolhidos há muitos dia, assim como o ajuste das alças dos ombros prontas, mas isso, ninguém sabia.
Mas tudo isso era pouco.
O que mais me encorajava chegar o dia da aula, era ver e cheirar os papéis novos.
Os cadernos todos encapados.
Os mesmos cadernos que em alguns meses estariam todos despencando capas, surrados e faltando páginas.

Banho tomado, camisa do colégio, tênis amarrado.
E que comecem os jogos.
(Sim, sempre havia partidinhas de futebol com caixinhas de Toddynho ou DunUp).

Mas até as esperas das partidas com os craques da escola não eram tão aguardadas quanto a hora que entrava na sala nova, escolhia meu lugar, abria minha mochila, e sentia aquele cheirinho de novo.
De novo.