22 de janeiro de 2009

Pitada de Alegria

Todos devem concordar que o sabor de qualquer alimento é "decodificado" por nossa mente por experiências anteriores através da língua.
Engraçado que eu consigo lembrar do gosto de determinadas coisas mesmo sem ter degustado (essa coisa) há muitos anos.
Será que acontece com alguém também isso?
Que raios de texto é esse?
Bom, posso deixar aqui meus pensamentos e minhas loucuras porque, já que ninguém lê, pelo menos eu expresso essas bobagens de alguma forma.
Por exemplo, eu lembro do gosto das vacinas que eu tomava para paralisia infantil há décadas atrás! Aquele gosto viscoso e amargo...
Ou mesmo o doce kiwi, ou.. do melão! - que eu não gosto e nao como justamente por irritar profundamente minha lingua geográfica.
E gosto de guardachuva? de carpete? ou mesmo de um vidro.. aí não é bem o vidro ou o carpete em si, mas a sensação do objeto em temperatura elevada e sujo, com cerdas ou do acrílico plano gelado.
Deve ser isso que nos deixa com vontades determinadas. Queria um sorvete de Flocos "da kibon!", ou, estou com vontade de pipoca com manteiga do "cinemark"...
Subjetivo ter essas sensações. Será que alguém guarda isso com tantos detalhes?
Eu sou capaz de sentir a picada de uma formiga, uma linguada de um boi, uma pedrada na têmpora.. tudo sem mesmo acontecer.
Bom, como eu não sou normal... isso nem deve ser levado muito em consideração né?

14 de janeiro de 2009

For Whom the Bell Tolls

Quando você descobre que é o fim?

...A hora em que você descobre que a barreira foi rompida? O lado foi atravessado? E a vida precisa seguir?

Ao som contínuo do aparelho cardiorespiratório?
;
A badalada do sino no cemitério indicando que alguém está indo à morada eterna?;
No silêncio daquele amigo que você tanto confia ao te abraçar?;
Quando o médico te falou "a medicina tem limites";
Quando ele te olhou com lágrimas nos olhos querendo dizer "por que eu?";
Quando entrou em casa e ninguém estava lá;
Quando finalmente se sentiu feliz e nenhum abraço você compartilhou;
Quando a última volta do parafuso lacrou o leito eterno;
Ao perder hora e pensar "não faz mais diferença ir";
Ao apagar as luzes e não conseguir dormir. Sozinho;
Ao sorrir e numa troca de olhares saber que nada é eterno;
Ao passar a limpo os dados da agenda nova, não anotar mais um número;
Ao sentar na areia e pensar que um dia, alguém dividiu aquilo com você;
Ao saber da mais nova notícia e lembrar que não está mais lá quem precisaria ouvir;
Ao trancar a porta e ser obrigado a se certificar que tudo está em ordem;
Ao escolher uma roupa que nao será mais guardada ou lavada;
Quando humildemente encostam na porta de sua sala funcionários com um carrinho de ferro em formato de mesa. Como se fosse a coisa mais normal do mundo eles olham no relógio. Afinal, a vida não para.
Para ninguém.

E no fim,
o fim...
é apenas o começo.

13 de janeiro de 2009

Areia do mar *

Com tantos problemas, tantas respostas.
Tantas opções. Diversas e variadas, corretas e contraditórias.
SEMPRE (ao menos) uma será (?!) certa.
(Cabe a nós escolher?...)
Ou, melhor, descobrir as erradas para se chegar a certa?
Ilusão e opção: sempre a mais injusta e mais correta.

Não adianta, seja qual opção.
Sempre será!

Por que será ?
Tudo sempre estará errado quando sempre eu estiver certo.

A vida ensina.
Quando errar, tudo será previsto.

Correto e injusto.

Perceberei que,
de tudo que eu lutei, eu nada preservei;
de tudo que eu vivi, eu nada recebi;
de tudo que eu sonhei, eu nada conquistei;

Escrevo palavras de minha vida como uma canção ...
uma letra e uma nota ...
uma frase e um acorde ...
Uma melódica e dramática canção que em um dia
essa partitura se perderá e se apagará ...
dos papéis e da memória de todos aqueles
que em um dia a conheceram.

E, conhecerão.

* Fevereiro de 1997

Who I Am?

Sou aquele que defende.
Sou aquele que protege.

Meus problemas são seus problemas.
De todos meus problemas, nenhum é meu.

Meus sonhos de sorrir.
Meus sorrisos de viver.

O que eu tenho?
Mãos a estender
A tudo e todos
Causas a defender.

Sonhos e posses.
Passagens e diversão.

Sou aquele que critica.
Sou aquele que discute.

Covinhas que sabem agradecer
Sorrisos que não sabem elogiar.

Conhecimento e história que ancoram.
Lágrimas e gotas que decolam.

Pés no chão e coração na mão.
Carinho e afago, mimo e cansaço.

Silêncio com barulho.
Indeciso com orgulho.

Razão e emoção.
Sinceridade e maturidade.

Transparência e medo.
Desregrado e impaciente.
Justo e agradecido.

A todos dou, tudo que eu sou.
Feito a servir e ajudar, custe o que custar.

Sou aquele que tenta não errar
sem nunca dissipar.
P.S. ...

8 de janeiro de 2009

Confusão

Vejo zilhões de filmes. Meu objetivo sempre foi absorver o máximo com a 7a. arte. Mesmo já tendo feito cursos de cinema, gosto de aprimorar meu conhecimento sempre esgotando todas as fontes possíveis.
Se vejo determinado filme e gosto, ou acho sugestivo, procuro ir atrás de todos filmes de determinado ator ou diretor.
Mesmo confundindo alguns nomes como os BILLY: Bob T., Cristal, Zane e Cudrup; confundo - e MUITO os BILL: Pullman, Paxton, Nighy, (nem tanto) Murray.
Agora, alguém me explique.
Só eu confundo Ben Stiller com Adan Sandler? Oras, eles não tem anda em comum e eu nunca sei quem é quem!

6 de janeiro de 2009

Thunderinfância

Montando um papertoy-origami do Lion-o (thundercats) lembrei de uma discussão que há muito me persegue.
Não quero estragar a infância de ninguém, principalmente aos amantes do desenho, mas devido pequenos detalhes, ele deixa de ser tão grandioso.
Pense comigo. Os X-Mens de certa forma, é plausível aceitar a existência de seres com mutações genéticas com amplas habilidades desconhecidas aos meros homens mortais.
Por mais que não entendamos, aceitamos que isso é possível.
Em muitos desenhos isso se torna semelhante. E aí a discussão. Para os moradores de Thundera, QUASE todas explicações nos deixam a veracidade do desenho sem nos deixar dúvidas.
Homem-Leão, homem-tigre, homem-pantera, ...mesmo que inexistentes, são considerados possíveis (?) diante da evolução de genética e da espécie. Posso estar falando bobagem numa viagem, mas o cruzamento de um ser humano e um felino não é impossível.
Daí vamos as características, Tygra desaparecer, Panthro conhecimento cyber ímpar e com flechas-dardo que expelem de sua armadura, Cheetara com súper velocidade.. isso tudo “é” concebível em termos de humanóides. Seres desenvolvidos com aptidões desenvolvidas e moléculas alteradas.
A ÚNICA coisa que TRAVA toda história é a Espada Justiceira ou, o Olho de Thundera (Sword of Owens). Ela emanar poder, aumentar e diminuir de tamanho, até aí tudo bem, liga de metais desconhecidos podem proporcionar efeitos desconhecidos para nós. Emanar raios são técnicas próximas às de armas lasers.
O que não compreendo é seu juízo de valores. Ela (espada) é quem decide qual perigo deve advertir o chefe do bando Lyon-O. Mas qual parâmetro? Se pensar bem, o filhote Willycat deve fazer arte, correr perigo contantemente. Quando menor principalmente, desde cair uma panela até urinar no chão. Qual juízo de valores da espada acusar “mais” ou “menos” perigo para chamar atenção do líder?
E o que mais me atormentou toda juventude. Ela MOSTRA a imagem do perigo em tempo real. Acontecendo.
COMO?
São imagens em ângulos diversos, imagens capturadas da onde? Se fosse tudo de cima para baixo, Ok, eu diria que o satélite espelha algo envolvendo uma tecnologia.. Mas não, a tecnologia que entendemos, não explica capturas de imagens sem hardwares e softwares. Periféricos, objetos físicos visíveis a olho nu, capazes de digitalizar imagens e ambientes.
Nunca poderia algo simplesmente aparecer, ser mostrado sem antes ser capturado.
Isso já parte para outro campo, pois o Mun-Ha têm aquele tanque com imagens. Talvez magia. Algo que nunca explicaremos.
Mas Thundercats tinha tudo para ser o desenho supremo. Assim como buscamos erros e falhas nos dias difíceis de Jack Bauer, essa foi o mais longe que alcancei das falhas thundrianas.
Me lembrem de um dia eu contar o esculachamento com o ET do Spielberg. E observem bem, eu gosto demais (um dos melhores desenhos/filmes) - tanto do ET quanto dos Gatos do Trovão.
Imaginem se eu os odiassem.

2 de janeiro de 2009

Há muito tempo... *

Olhava aquele pequenino
eu o ensinava a brincar
Levantava aquela cabeça
eu o ajudava a parar de chorar
Me fantasiava de palhaço
eu o forçava a sorrir
Embrulhava a sua merenda
eu o fazia se alimentar
Comprava figurinhas
eu o distraia quando as colava

Há muito tempo aos olhos de uma criança
Olhos pequeninos com ternura e bondade

Jogava pipoca nele
na hora de assistir TV
Passava trote com ele
depois da hora de jantar
Até deixava a bola entrar
na hora de jogar futebol

Há muito tempo aos olhos de uma criança
Olhos sábios e duvidosos

Fazia perguntas para mim
às vezes até sabia a resposta
Quebrava o prato de louça cara
às vezes até ficava bravo e brigava com ele
Escutava muita música
às vezes até comprava uma fita para ele ( escutar baixinho )
Jogava jogos chatos e impossíveis
às vezes até ganhava

Há muito tempo aos olhos de uma criança
Olhos tímidos e penetrantes

Ele namorou ;
Ele se formou ;
Ele se casou ;
Ele se mudou ...

( e eu até me despedi )

com sua pequena mesada fez o seu negócio

aos olhos de uma criança ( já adulta )
ele soube se cuidar e progredir
olhos fixos , batalhadores e gananciosos

Me levou à sorveteria
( e até para passear )
Me levou à drogaria
( e até me esperou )
Me levou ao restaurante
( e até pagou )

Me contou a mesma história e a mesma piada que contei
( Há muito tempo atrás )

Os meus olhos ( de criança ) se realizaram
ao ver seus olhos vencedores ( de uma velha criança )

Ver o mundo com os olhos de uma criança
... é tão diferente ... (?)
Os olhos serão os mesmos ?
E a criança , será a mesma ?

Entender porquê uma criança sabe mais do que um adulto

A criança desde cedo descobre o que o adulto aprende
Por outro lado , o adulto já sabe do que uma criança se esquece

Olhos de uma criança
Vista bonita ,
mundo bonito ;
Céu enorme ,
tempo enorme ;

Há muito tempo ...
( para os olhos de uma criança ) .

* Dezembro de 1996

Old!

Se é que alguém acompanha essas linhas, uma boa (ou não!) notícia...
Nos backups da vida que ando fazendo para formatar meu pc, achei umas pastas com uns textos salvos antiguíssimos.
São mais de 30 textos, incluindo 3 histórias. (pelo menos digitadas nessa pasta que encontrei).
Engraçado eu ler coisas que escrevi há muitos anos, são os mais variados temas, então não estranhem os contextos.
Sempre que postá-los datarei para identificar se é uma dessas linhas antigas.

Ahh, festividades brazucasl...

Ano novo, vida nova, ops, problemas novos!
É isso aí!
Virou mais um ano e parece que 2008 já está láááá atrás.
Estranho né? Algumas horas e hoje, quando fui salvar umas pastas em backup's, "natal 2008". Uau, que arquivo velho!
Mais estranho ainda é juntar trocentas pessoas, várias que nunca vimos na vida, e desejar prosperidade e alegria! Bom, eu sou alto astral, desejo mesmo.. mas convenhamos. Do fundo das entranhas, sugerir alegria e sorrisos a quem nem ao certo sabemos se está bem.
Bom, existe a ressalva caso alguém esteja no fundo do poço. Na lona, ferrado e mal pago. Daí.. qualquer voto é válido. Afinal, o que vier, é lucro.
Mais estranho² (ao quadrado) é dizer que com o nascimento de Jesus, é conveniente desejar também um nascimento de esperanças e sonhos a se realizar.
(Poucos sabem que Jesus NÃO nasceu em dezembro! Haha.. mas é legal ver o pessoal se debater em meio intelectuais).
Legal mesmo seria ver alguém vestido de Tatu feito o Ross e desejar happy Hannukah (celebração judaica).
Mas o que mais importa mesmo é reconhecer a intenção dos tapinhas.
Dos sorrisos, dos presentes que, com certeza, após o sorriso, você sabe que vai trocar.
Das aves secas sendo repartidas, das sobremesas saborosas, dos espumantes que todos fingem degustar com frequências, mas que, no primeiro gole, a imagem mais se assemelha como se estivesse engolindo azeite gaseificado.
Bom, o importante é se importar!
E como todos sabem...
De intenção...
:-)
Feliz 2009, muita alegria, muito juízo de um "quase" anjo.