27 de julho de 2009

O dia em que Senna morreu

Após a batida de Massa e um documentário exibido pela GNT sobre Ayrton Senna, fiquei pensando sobre os memoráveis domingos em que acordava cedo para ver os Gp´s de Fórmula 1 junto a meu pai.
Lembro que desde 82, acompanho os campeonatos automobilísticos. Na época, a revista Quatro Rodas, junto com o suplemento "Grid" encartavam uma tabela para preencher a pontuação de cada piloto. Pintando os quadradinhos de acordo com os capacetes respectivos.
De Niki Lauda, Mansell, JJJ Letho, Patrese, Nanini a Prost muitas alegrias matinais em meus domingos. Mas o dia que Senna morreu eu e com certeza você que está lendo, se lembra bem.
Tivemos Fittipaldis, Piquet, Moreno, Gulgemin.. mas nenhum piloto era tão exemplar como Senna. Seja no esporte, vida social ou particular, Ayrton sempre foi um exemplo de homem Esforçado, íntegro, competitivo, sério, caridoso.. qualidades inúmeras que segundo meus professores do PioXii, o fizeram alcançar o título de "ídolo". Mito. Herói.
Ratzmberger e Barrichelo já tinham se acidentado nos dias anteriores e, por isso, a corrida já estava tensa. Naquela manhã, até Prost o cumprimentou dando as mãos. Diferentemente de qualquer outra prova (e o mesmo confessa que até hoje não se sabe porque foi quebrado o protocolo e costume) lhe desejou "boa sorte". Senna como presságio ficou minutos apoiado no spoiler sem dizer uma palavra.
A prova de Imola comecou e para nosso desespero, o tempo de Senna acabou.
Lembro como ontem. Galvão Bueno disse "...Senna bateu forte, Senna escapou e bateu muito forte. Ele vinha em primeiro, escapou e bateu muito forte".
Eu estava deitado no sofá de casa. Meu pai ao lado. Ambos sem acreditar na seriedade do acidente.
Pitoresco lembrar que na noite anterior eu teria recebido minha maior dosagem de álcool no organismo até então graças a várias caipirinhas de limão, no saudoso bar do Cleso do bairro Cambuí. E, no amanhecer desse dia, aquela colisão curou minha ressaca. Acho que a descarga de adrenalina foi tão grande que conforme o tempo passava, e ele não era retirado do carro eu ia ficando mais agitado. E quando vi, já estava "bem". Bem preocupado.
Na hora do almoco, Léo Batista de camisa polo preta decretava a morte cerebral num plantão da Globo interrompendo o filme "Enigma da Pirâmide" que a Globo exibia na sessão de domingo antes do Faustão. Horas depois o falecimento de fato.
Minha mãe tapou a boca com a palma da mão e meu pai fez "não" balançando o rosto.
Dificil explicar mas, pelo que representou, acho que todos brasileiros lembram aonde estavam, o que faziam, se viram ou se foram avisados da trágica notícia sobre aquele "ser" que fazia questão de erguer com orgulho a bandeira nacional assim como ouvir nosso hino.

24 de julho de 2009

Sonhos

Farei uma breve reflexão sobre sonhos, não digo desejos, (nem doces), nem almejos, mas as visualizações (na maior parte do tempo) noturnas. Como tenho a necessidade de questionar o que ninguém pensa, vai lá mais algumas bobagens:

Por que tantos não se lembram com o que sonham a noite?
Por um curto espaço de tempo, você acaba se esquecendo de uma miragem, um desejo, uma conquista, uma perda. O sonho na maioria das vezes (no meu caso) representa uma alusão a algum assunto que anda me preocupando. Como podemos esquecer de algo que tanto nos representa em tão pouco tempo?
Segundo ponto da reflexão: Se bebês e cegos sonham, com o que sonham? o bebê sem nunca ter tocado um objeto, num ter visto ou vivenciado uma situação imagina o que? E o cego que nunca visualizou uma figura, objeto?
Terceiro: Eu, já tentei forçar sonhos. Ao repousar a cabeça no travesseiro, fico imaginando por exemplo uma partida em um jogo de botões. Imagino uma disputa acirrada, tentando induzir meu cérebro a continuar a partida quando adormecer, mas.. óbvio. Nunca deu certo.
Será que só eu já tentei forçar uma situação imaginária? Simular uma ida ao shopping com uma companhia agradável, uma noitada num bar...
Deixa eu citar qual sonho mais legal que eu já tive.. deixa eu pensar. Acho que são os que eu vôo. São sempre bem vindos. A sensação de leveza e liberdade sempre me fazem bem.
Cessando um pouco o vislumbre, será tão anormal eu ficar questionando esses assuntos?
Aliás, desde o dia que eu comecei a por em cheque a velocidade da respiração, acho que devo ser meio anormal mesmo....
Como imagem do post ia colocarum doce "sonho", mas acho que além de desvirtuar, iria chamar tão pouco a atenção que menos pessoas se interessariam ao post. (ou por se assemelhar a uma receita, chamaria mais?)...
enfim, para não ser considerado um post totalmente inválido, deixarei palavras contrutivas para enriquecer nossa cultura e conhecimento.

De acordo com a mãe de todos (wikipédia, esposa do google), o sonho para a ciência, é uma experiência de imaginação do inconsciente durante nosso período de sono. Descobriu-se que até os bebês (no útero) têm sono REM (movimentos rápidos dos olhos) e sonham, não se sabe com o quê. Numa abordagem psicológica, o sonho sempre demonstra aspectos da vida emocional.
Ele pode ser dividido em 4 estágios:
1) Começa com uma sonolência. Dura aproximadamente cinco minutos. A pessoa adormece. É caracterizado por um EEG semelhante ao do estado de vigília. Esse estágio tem uma duração de um a dois minutos, estando o indivíduo facilmente despertável. Predominam sensações de vagueio, pensamentos incertos, mioclonias das mãos e dos pés, lenta contração e dilatação pupilar. Nessa fase, a atividade onírica está sempre relacionada com acontecimentos vividos recentemente.
2) Caracteriza-se por a pessoa já dormir, porém não profundamente. Dura cerca de cinco a quinze minutos. O eletroencefalograma mostra freqüências de ondas mais lentas, aparecendo o complexo K. Nessa fase, os despertares por estimulação táctil, fala ou movimentos corporais são mais difíceis do que no anterior estágio. Aqui a atividade onírica já pode surgir sob a forma de sonho com uma história integrada.
3) Tem muitas semelhanças com o estágio 4, daí serem quase sempre associados em termos bibliográficos quando são caracterizados. Nessas fases, os estímulos necessários para acordar são maiores. Do estágio 3 para o estágio 4, há uma progressão da dificuldade de despertar. Esse estágio tem a duração de cerca de quinze a vinte minutos.
4) São quarenta minutos de sono profundo. É muito difícil acordar alguém nessa fase de sono. Depois, a pessoa retorna ao terceiro estágio (por cinco minutos) e ao segundo estágio (por mais quinze minutos). Entra, então, no sono REM.

16 de julho de 2009

Manias

Pensando num tópico antigo sobre Meme´s, fiquei lembrando das loucuras e manias que cada um tem.
Estranho pensar em situações cômicas, incoerentes e subjetivas.
Para cada um, uma mania mais estranha que a outra.

Divertido porque as minhas manias, de certa forma - para mim - são normais e justificáveis. Mas "aceitar" manias alheias que é o desafio.
Além das tantas já postadas, (lencol, palavras invertidas, marcar livro, combustivel....) lembrei de mais uma:
- Calçar SEMPRE o pé direito primeiro.Chinelo, sapato, tênis, ... sempre existe a necessidade do pé direito ser calçado primeiro.
Então esta aí mais uma mania, mais um post.
Quem quiser se habilitar e postar outra mania estranha, fiquem a vontade.
Vou continuar me divertindo procurando noias alheias!

Ao vento (ato 1 e 2) *

A verdade
Em verdade, a verdade sempre é será verdadeira?
Não! a verdade sempre tem e sempre terá sua mentira.
Por outro lado, a mentira sempre terá seu lado verdadeiro ...
se tornando uma brincadeira ( e como sempre, com todo fundo de verdade)
A brincadeira mentirosa é verdadeira ?
Sim, mas irreal (e inexplicável).
Mentira verdadeira ; Verdade mentirosa
existência passadora / existência permanente / existência irreal = inexplicável!
A existência acabará sendo sempre uma dúvida (loucura !)
Sempre seremos (teremos) dúvidas (loucuras).

A esperança (a ajuda)
(...)
Esperança . Porquê alguns esperam algo ?
Esperam para ver ; esperam para prever ; esperam para esperar ( o futuro )
Para que esperar algo que não se pode mudar ?
É por isso que a esperança, a única e última coisa que temos é tão nossa e importante .
Ninguém, e ninguém tem o direito de nos limitar, encurtar, diagnosticar e tirar uma ou qualquer (toda) parte dela;
É tão nossa (e pessoal) que somente eu posso ouví-la .
Ela nos salva, nos ergue, nos faz chorar, nos faz viver e morrer .
Na pobreza, na doença, na solidão, na rejeição, na votória e na derrota, ela é tudo o que temos;
E sempre caberá a nós (e somente a nós) não a abandoná-la.
Se aprece, faça uma prece, te espero para te ajudar com toda esperança (que você -já- tem).
Não se esqueça, apareça. Não suma, apenas se una (com você e sua esperança). Assuma.
Tenha calma e fé; alguém lhe ajudará.
Tenha esperança, que você não se cansa.
Feche os olhos, se concentre, tenha forças.
É somente você.

* Agosto / Setembro 1996

14 de julho de 2009

Olho no lance

Muitos devem saber que trabalhei muitos anos com fotografia. (muitos anos mesmo!)
Cobrindo festas, polícia, acidentes, famosos, buracos, políticos, operações federais... fiquei muito tempo fotografando futebol.
Engraçado que eu ja fiz de tudo um pouco. E vi de tudo mais do que um pouco.
Mas nunca vi um gol do Rogério Ceni. Fotografei ele erguendo os punhos, comemorando títulos em finais de campeonato. Mas gol, necas de pitibiribas.

Em 02/07/05, escrevi essa foto legenda:

É impressionante! Nunca fotografei, aliás, nunca VI ao vivo um Gol do Rogérico Ceni.... E EISSS que na metade do 1o tempo surge uma falta na boca da grande area oposta. Foi muito interessante. Todos parados.. olhando a colocação da berreira e sem NINGUEM chamar ou ATE olhar, o Rogerio ja veio andando.. do gol até a meta oposta para chutar. Putz, na hora eu vibrei.. o cara tem feito gol TOOOODO santo jogo na Libertadores.. vai fazer aqui...Corri que nem Carl Lewis para o meio do campo... pq quando ele faz, ele volta comemorando pro gol.. seria o angulo ideal para fotografa-lo comemorando. Fotometrei, fixei o foco nele.. e nem liguei para focar o gol.. ou me importar em seguir a bola entrando.
Fiquei nele, deixei a máquina em vertical, ouvi o apito, meu dedo já semi-pessionado e.....
Eh isso aí que voces estao vendo.
Até agora não sei aonde a bola foi parar.

E, o mais curioso:
Ele voltou a minha cidade mais algumas vezes depois. E eu, sempre lá.
O dia que eu não fui, ele fez.
(Um ano e meio depois).

Esse texto é apenas para movimentar esse blog.
Muitas idéias, muitas inspirações, muitos rascunhos e claro, muita preguiça.