7 de dezembro de 2009

Vida de jogo

Acho que muitos já jogaram aqueles jogos simuladores de parque de diversões, zoológico, estação de trem, casas.. Jogava muito há uns 10 anos atrás - acho - o sincity, rollercoaster, zootycoon, e via muitos jogarem o The Sims. Me chamou atenção esses dias sair uma nova atualização para o jogo Sims. (Agora na 3a versão).
É muito engraçado avaliarmos nossas vidas como a dos bonequinhos. Tente imaginar "implodir" uma porta, deixando o cômodo sem saída e logo estará de frente a um bonquinho dando voltas em torno de si mesmo procurando uma porta que "era para estar ali".
Ou quando o sinal fecha (vermelho) e seu personagem fica inquieto se movendo da direita para esquerda esperando a hora certa em atravessar.
Indo mais além, se nós fossemos os peões de alguém (Deus?!) seria curioso observar a hora em que nossa barrinha de "vida" ganha força e se preenche.
Sei que nesses jogos citados, podemos controlar a velocidade do tempo, meses e anos. Em tempo acelerado, vemos os bonequinhos correndo, levantando, indo ao banheiro, indo ao trabalho, dai ele volta correndo, toma banho, e vai pro quarto escuro dormir.
Meio louco isso né? Para um ser que ficou mais de 10 horas trabalhando, correndo em circulos num corredor, lendo, digitando, pegando papéis... tem sempre uma hora em que, estando cansado, ele retorna a seu habitat, se prepara apaga a luz e, por mais umas 8 - 9 horas, fica imóvel recebendo uma carga de energia para o dia seguinte.
(Ficar na cama e adormecer, a grosso modo é a mesma receita por exemplo da gripe, que em horas imóveis te deixa com maior resistência para ser "curado").
Sim, em imagem hiperacelerada.. é no mínimo interessantíssimo ver o boneco sair de sua morada, se sacrificar e voltar correndo para descansar. Numa espécie de calabouço ou tumba, ele ali se inquieta e adormeçe por horas no escuro.
Ô vida estranha. E quem disse que precisa ter sentido?
No final das contas, repetimos esse processo umas 30 mil vezes se preocupando com tanta bobagem, que uma hora, a carga vicia e a vida util vai diminuindo, até zerar.
Parece simples, mas é essa a idéia.
Aproveitarmos cada hora, sorrir e tentar a cada minuto, alcançarmos nossos sonhos, mesmo que por poucos segundos.
Senão você já sabe: Game Over.

2 de dezembro de 2009

K7 e Enciclopédias

Após uma longa pausa em razão dos preparativos e do casório propriamente dito, volto a postar algo.
Aliás, meus blogs estão mega desatualizados mesmo com bastante coisa para serem postados.
Então vamos lá, aos poucos vou atualizando.

Bom, ao fazer as arrumações, separar livros que traria à minha morada nova, me deparei com livros de décadas atrás. Leituras que hoje nem são mais consultadas, como por exemplo, manuais e enciclopédias.
Será que alguém se lembra dos trabalhos escolares em que tínhamos que ir até a biblioteca, abrir uns quatro volumes imensos da Barsa ou Britânica, deixando a mesa minúscula e sem espaço para copiarmos algum trecho? Que fim terá essas publicações? Nem sebo acho que aceita mais.
Isso gerou uma reflexão sobre a evolução de certas coisas. A tecnologia somada a nanotecnologia impulsionou e migrou para os dias atuais. A internet hoje substitui todos os volumes de livros. Seja romances, ficção, didático.. o Google anula esses extensos volumes que obrigatoriamente tínhamos que ter.
Livros? Agora pensemos em alarmes (algo que foi obrigado a “acompanhar” a evolução).
No início dos anos 80, quando meu pai tinha um Passat (placa AU3364), o alarme (um pino retrátil que era preciso puxá-lo para armar) ficava escondido embaixo do painel principal. E não era o mais moderno.
Hoje, com sensores de movimentos, controles via voz e som e monitoramento via satélite temos uma realidade totalmente oposta.
Ok, nem vou citar que para proteger de gatunos, levávamos nossos "tapes" em gavetinhas. Comum entrar no cinema e ver vários tijolos descansando na escadaria central.

Bom, a globalização já nos provou tudo isso e essa reflexão irá custar umas 20 “laudas” para colocar todo contexto bruto. Apenas para finalizar: E o mundo do áudio e vídeo.. nem citarei a evolução do vinil ou das fitas Betamax, mas assim como foi algo que fiquei pensando por um bom tempo, queria que você também pensasse... Ao separar as centenas de fitas VHS e fitas de áudio (hoje, ambas sem propósitos).. Lembra quando esperávamos horas a rádio tocar uma música que queríamos com o dedo no pause do gravador K7?