28 de novembro de 2010

Crônicas

Momentos mágicos e memoráveis.
Histórias saudosas e nostálgicas.

Existe no jornalismo uma separação e definição para nossa produção de textos.
Jornalismo investigativo x literáro, crônica x contos... e analisando a quantidade de meus textos aqui postados, a maioria está se encaixando entre outros tantos estilos, crônicas e contos.
Resgato essa questão uma vez que, acho, segundo ano na faculdade de Jornalismo, ao elaborar um texto, classifiquei-o como crônica.
Entreguei ao professor e, mesmo sem ler uma linha, meu mestre riscou de fora a fora desenhando um enorme "X" e disse como se estivesse pedindo dois pães com café: "crônica não é".
Completou: "Para ser crônica você precisa ter no mínimo quarenta anos de vivências e histórias"...
Ele tinha razão. Aliás, meus mestres eram sempre as têm. Duros e claros.
Pensei nisso esses dias. Será que já fiquei velho e não descobri que posso escrever crônicas?
Ok professor, acho que estou (quase) na fase transitória...
Mas um dia chego lá!

O Vídeo de Casamento

Pode não ser uma obrigatoriedade mas, lá no fundo, todos que vão à um casamento, já sabem que terão um telão ou uma Tvzona para assistir alguns minutos de fotos projetadas.
Após o casamento (de fato), na minha humilde opinião, considero o vídeo a parte mais importante da festa. Explico: após expressar sua vontade de formar uma nova família à Deus; seus pais; e principais amigos, é nessa hora em que mostramos aos nossos convidados alguns minutos do que foi nossa vivência até aqui.
Momentos com pessoas especiais. Nossos avós, nossos pais, irmãos, primos, tios, até conhecermos nosso (já) cônjugue. Como no meu caso foram uma dúzia de anos de convicência, meu vídeo foi dividido em dois, muitos minutos antes e muitos minutos depois de nos conhecermos.
Para ser sincero, todos serviços prestados foram escolhidos em três meses. De decoração e música, a buffet e fotógrafo.
O vídeo, levei mais de SEIS meses.

Não quis deixar de fora pessoas especiais, momentos mágicos, saudosas e inesquecíveis companhias. Principalmente as que nunca mão morrer em nossas memórias.
Nao digo pouco caso, desfeita ou desvalorização. Mas acho triste ir a um casório em que pouco se valoriza essa parte da festa.
Vídeos chutados, resumindo toda uma vida em 5 fotos. Escolhidas ao léu, bem nas coxas.
Tudo bem, alguns vão dizer. “Não tive tempo” ou “quem fez pra mim só deixou escolher cinco fotos”. Balela. Double Talkin’Jive.
Sua festa. Teve tempo de escolher terno, salgadinho, cor da toalha e não teve tempo de lembrar das pessoas que ama? Você tá pagando um serviço e vem me dizer que o “cara” (caro, meu caro!) não deixou?
É necessário julgar mehor. Sei que és uma questão subjetiva, mas sinceramente penso que poderia ser melhor valorizada.
Posso estar errado, mas seis meses juntando e filtrando, tratando e inserindo fotos, não foram suficientes para me deixar com um resultado perfeito. Foi satisfatório, algumas pessoas inclusive ajudaram bastante mas, mesmo assim, o resultado não fez jus a todas pessoas que compartilharam minhas alegrias e tristezas para os 31 anos, na ocasião.
Comecem a reparar. Esse momento do video… Todos convidados esperam se ver. Mesmo que por um segundo, no cantinho de uma foto desfocada bem velha, antiga e amarelada.
Sabem por que? Nessa hora você lembra de histórias. Pessoas, situações que fazem parte da vida dos noivos.
Nessa nova etapa da vida, fizeram uma nova família e um pouquinho de você está inserido ali.

25 de novembro de 2010

O homem da voz grave e minhas piruetas

Ouvindo a última faixa do disco novo do Nando Reis, recordei da faixa que nos anos 80 foi o carro chefe de "pirlimpimpim" e da abertura do memorável "Balão mágico". Me trouxe um bem estar lembrar dessa época e, logo em seguida, fui rapidamente procurar uma outra canção, na verdade a introdução dela, que nesta época sempre ouvia.
Lá por volta de 82, eu e minha irmã tínhamos uma vitrolinha e alternadas vezes, escutávamos nossos disquinhos.
Dá saudade de lembrar os vinilzinhos de historinhas "que eram meus", e os de grupo musical "Trem da alegria", "Plunct Plat Zum" (entre outros) da minha irmã... Alguns eram dos dois. Aí no selo central, ou era laranja caravterístico ou branco (com a marca S de som livre no centro). Minha mãe grafava com letras bem circulares e claras (típica das professoras) meu nome no lado A e nome de minha irmã, no B.
O duro era quando eu queria escutar alguma música que pertencia já ao acervo dela.. Como é o caso em questão. A introdução do disco "Casa de Brinquedos" (o disco que tinha a música do Caderno de Chico Buarque) trazia um senhor falando com seu filho. Uma voz bem grave, parecida com a do atual Isaac Bardavid. (Hoje sei que essa voz pertence a Dionízio Azevedo). Me emocionava ouvir aquela introdução, mesmo que não entendesse o que ele dizia. Mas a melodia daquela voz ecoando me trazia ternura, segurança, alegria, felicidade.
Eu sabia com palavras enroladas e inventadas o que ele dizia, porque assim que acabava essa introdução, iniciava a música da Simone "Bicicleta" (uma das favoritas da minha irmã).
Falando em bicicleta, essa semana vi uma matéria na Tv sobre o momento adequado em retirar as rodinhas auxiliares das bicicletas.
E eu lembro bem quando eu andei sozinho e sem rodinhas laterais!
Meu quintal era dividido mentalmente em dois. Lado direito uma mesa de madeira com cadeiras e lado esquerdo uma piscininha. O circuito portanto era fazer vários circulos em volta dos obstáculos ou ousar cruzá-los (fazer o 8).
Eu andava me apoiando na parede.. ralando meu cotovelo. E no mesmo dia que minha irmã conseguiu andar sozinha, eu também consegui. Ela era maior e por isso acho q foi mais fácil. (é que eu não alcançava bem o chão).
Quicando na parede fui dando saltos maiores até conseguir manter a reta por vários metros.
Praticamente o homem descendo na Lua. "um pequeno passo..."
Procurei no Google um modelo igual a ela e achei uma parecida (essa que está postada aí!! só que não era azul e sim vemelha!). O modelo dela foi bem antecessor ao revolucionário BMX Monark, com um visual agressivo do momento; um "tubo" de espuma no quadro (parecido com outro que tinha a frente entre as empunhadeiras amarelas / vermelhas); pedais de cravinhos...
A minha não tinha nada disso, era um modelo "old school" com garupinha e tudo.
Com muita vergonha contarei um epidsósio que guardo com carinho.
Era época de natal e meu pai levou eu e minha irmã para andar no Parque Taquaral. A excitação por andar por terrenos desconhecidos me tomava conta já no caminho dentro da Caravam Diplomata cor caramelo de placas AQ4067 recheada no "chiqueirinho" com nossas bikes.
Chegando lá, eu mal me continha... Já sabíamos andar sem rodinhas então era mostrar ao mundo que eu era capaz de andar de cara ao vento!
Só que a bike dela - com DOIS freios (frente e tras) - era com catraca que vc pedala meia circunferência e a correa pára fazendo aquele barulho característico enquanto ganha velocidade.
E claro, a minha, apenas com freio na roda da frente, era catraca contínua. A correa era em constante engrenagem. Ou seja, se eu parasse de pedalar numa descida, ela continuava girando sozinha os pedais a milhão de quilometros por hora.
E advinhem o que tinha no meu caminho? (Uma pedra? errou). Tinha uma descida.
Mega blaster íngreme. E enquanto via a magrela dela descendo suavemente... eu ja tava tomando coices na canela dos pedais girando freneticamente e, para fechar com chave de ouro, eu gritava "Não consigo parar!".
Um belo conselho surgiu "APERTA O BREQUE!".
Pois é leitor. Eu só tinha freio na roda da frente e, na primeira estancada que dei, afrouxei o punho com toda força.
Parecia um número do Globo da morte.
Dei umas setenta e sete piruetas e acabei parando no mato lááááá embaixo quando a descida acabou.
Nesse dia andamos em locais planos também e valeu o esforço, lembro bem. Algumas horas mais tarde, ao chegar em nossa morada, no momento em que sai do carro, bem na escadinha que dava à porta de casa, estavam lá dois pacotes enormes.
Um era meu.
Tive vontade de chorar de tanta alegria.
Era um carrinho Pegasus de controle remoto que eu tanto sonhava.
Papai Noel tinha entendido minhas preces!
Mas essa já é oooutra história.

21 de novembro de 2010

Maluquinha

Em tradicionais papos sobre nossa nostálgica infância, lembrei de um fato curioso.
Após falarmos das balas de coco gelada embrulhadas em papel crepom, falamos dos chicletes plocmonsters, gigante laranja e uva, bisnaguinhas com liquidos roxo em embalagens plásticas em diversas formas (como revólver), carrinho de doces dos tiozinhos na escola. Lembram? Aqueles que haviam divisórias e lá, batatas, pipoca, cocadas, amendoins… com tiras de balas empacotadinhas na vertical com animas estampados em cada gominho colorido.
No Pio XII, colégio em qe estudei, havia um senhor que dava um “chorinho” sempre que íamos lá pedir.
Devia ter uns cinco ou seis anos, e a idéia de dinheiro era muito vaga.
Valores.
Ia até o senhozinho abria as DUAS mãos em conchinha e pedia na caruda. E o tiozinho dava.
Eu cheguei a perguntar uma vez pra ele como ele ia ficar rico trabalhando se ele sempre dava as pipocas pra mulecada.
Ele sorria.
Um dia ele faltou. No dia seguinte também. A semana inteira. Nunca mais voltou.
Seu carrinho ficou coberto com uma lona de corino com cordas amarrando todo conteúdo.
Ele tinha ido alegrar outras bandas.
Saudades do Tio da Pipoca.
Falando em bandas, tinha as balas bandinha! Dadinho… Mas esses somente achávamos no monopólio da cantina, que mantinha as “marcas” com altos preços. E nós, sem idéia de valores, se submetíamos a pagar tudo aquilo.
Para ilustrar essa situação, lembro que uma vez achei no chão um “bom” valor em notas de dinheiro. Na época devia ser cruzeiro, cruzado novo.. vai saber… enfim, hoje devia se equivaler a uns 40 reais. E quando vi tudo aquilo de dinheiro, o que eu fiz?
Corri pra cantina. “Tudo em maluquinha”.
Apontei para as de cor roxa, afinal as verdes eram raras, as amarelas e marrons eu não gostava.
O que hoje seria um saco plástico de supermercado, veio as minhas mãos. Uns três quilos de balas.
Todos felizes. Eu, o senhor da cantina e meu dentista.
O pecado capital gula era tão assíduo que a meta era ver quantas balas maluquinhas eu conseguia mascar ao mesmo tempo. Seis? Sete?...
Resumo da ópera, as balas não duraram dois dias (fora da minha barriga).
E apenas para constar, esse dia fui dormir com as gengivas ardendo, doloridas, sei lá se eram aftas, mas estavam inchadas, quase sangrando.

19 de novembro de 2010

O Segredo

Você sabe qual o maior segredo existente? Já pensou nisso?

Será a origem do universo? Será se diz respeito a vida extraterrestre?

Muitos apontam a maior resposta aos mistérios religiosos, o de Fátima, Santo Sudário… ou científicos como o túnel europeu que sugere criação da anti-matéria, buraco negro e aí a explicação da criação do universo.

Outros sugerem o segredo ao pensamento positivo, ou aos pensamentos proibidos. Explico: Desde assuntos dos círculos ingleses, caso roswell, aos mais atuais. Para um eventual cataclisma, ou extermínio do planeta Terra, você sabia que existe uma “chave” dividida entre algumas pessoas espalhadas no planeta que, num plano de emergência, podem zerar e resetar todo conteúdo da internet existente no planeta?

Mas tudo acaba em conhecimento, tudo acaba em capital. Os maiores segredos são necessariamente as maiores formulas. Já pensou nisso?

Então hoje preste atenção. Darei as duas mais cobiçadas fórmulas secretas.

1) A formula da Coca-cola: Água gaseificada, açúcar, extrato de noz de cola, cafeína, corante caramelo IV, acidulante INS338 e aroma natural.

2) A formula de felicidade: Amor e humor.