Em tradicionais papos sobre nossa nostálgica infância, lembrei de um fato curioso.Após falarmos das balas de coco gelada embrulhadas em papel crepom, falamos dos chicletes plocmonsters, gigante laranja e uva, bisnaguinhas com liquidos roxo em embalagens plásticas em diversas formas (como revólver), carrinho de doces dos tiozinhos na escola. Lembram? Aqueles que haviam divisórias e lá, batatas, pipoca, cocadas, amendoins… com tiras de balas empacotadinhas na vertical com animas estampados em cada gominho colorido.
No Pio XII, colégio em qe estudei, havia um senhor que dava um “chorinho” sempre que íamos lá pedir.
Devia ter uns cinco ou seis anos, e a idéia de dinheiro era muito vaga.
Valores.
Ia até o senhozinho abria as DUAS mãos em conchinha e pedia na caruda. E o tiozinho dava.
Eu cheguei a perguntar uma vez pra ele como ele ia ficar rico trabalhando se ele sempre dava as pipocas pra mulecada.
Ele sorria.
Um dia ele faltou. No dia seguinte também. A semana inteira. Nunca mais voltou.
Seu carrinho ficou coberto com uma lona de corino com cordas amarrando todo conteúdo.
Ele tinha ido alegrar outras bandas.
Saudades do Tio da Pipoca.
Falando em bandas, tinha as balas bandinha! Dadinho… Mas esses somente achávamos no monopólio da cantina, que mantinha as “marcas” com altos preços. E nós, sem idéia de valores, se submetíamos a pagar tudo aquilo.
Para ilustrar essa situação, lembro que uma vez achei no chão um “bom” valor em notas de dinheiro. Na época devia ser cruzeiro, cruzado novo.. vai saber… enfim, hoje devia se equivaler a uns 40 reais. E quando vi tudo aquilo de dinheiro, o que eu fiz?
Corri pra cantina. “Tudo em maluquinha”.

Apontei para as de cor roxa, afinal as verdes eram raras, as amarelas e marrons eu não gostava.
O que hoje seria um saco plástico de supermercado, veio as minhas mãos. Uns três quilos de balas.
Todos felizes. Eu, o senhor da cantina e meu dentista.
O pecado capital gula era tão assíduo que a meta era ver quantas balas maluquinhas eu conseguia mascar ao mesmo tempo. Seis? Sete?...
Resumo da ópera, as balas não duraram dois dias (fora da minha barriga).
E apenas para constar, esse dia fui dormir com as gengivas ardendo, doloridas, sei lá se eram aftas, mas estavam inchadas, quase sangrando.
2 comentários:
Cara, esses momentos nostálgicos são os melhores... Quem lembra do seu passado com carinho aprende a construir um futuro ainda melhor.
Sou um saudosista assumido, adoro recordar e aprender lições valiosas com o que já vivi há quinze ou vinte anos.
Em tempo: obrigado pelas visitas ao meu blog e pelos comentários consistentes e elogios feitos à minha humilde escrita. É sempre uma honra receber comentários gabaritados como os teus.
Grande abraço!
Eu lembro dos chicletes gigantes, do PlocMonsters, da bisnaguinha com suco, das balas em tiras... mas nunca vi a bala maluquinha!
Uma coisinha que eu amava era DROPS. Tinha um gostinho azedinho tao bom! E tinha a clàssica "Bala soft" - que era o terror das maes!
Acho que toda a nossa geraçao deve ter se engasgado com uma Soft ao menos uma vez na vida! Hehehe
;)
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